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Aumento real e manutenção de direitos são prioridades dos bancários

consulta nacional 2020 bee7e

Aumento real de salários, manutenção dos direitos nos acordos, melhores condições de trabalho e defesa da saúde. Estas foram as prioridades apontadas na Consulta Nacional realizada com bancários de todo o país. A pesquisa foi respondida por 28.193 trabalhadores e serviu como base para a minuta de reivindicações da categoria, que foi entregue aos bancos nesta quinta-feira ( 23/7).

Questionados sobre as prioridades econômicas e podendo apontar duas respostas, 71% dos entrevistados responderam aumento real de salário, 37,8% elegeram a garantia do Plano de Cargos e Salários (PCS), 30,6% querem aumento da PLR (participação nos Lucros e Resultados) e 30,2 apontaram o aumento do piso.

Entre as cláusulas sociais, a resposta mais freqüente da consulta foi a manutenção dos direitos, com 79,7% das respostas. Defesa da saúde e melhores condições de trabalho vem em seguida, com 69,1%. Defesa do emprego obteve 21,7% e o combate ao assédio moral outros 8%. Igualdade de oportunidades registrou 6,4% das respostas e a reposição dos custos do teletrabalho outros 3,4%, enquanto a Previdência complementar teve 2,9%.

A defesa dos bancos públicos, contra a privatização dessas instituições, é considerada muito importante para 78,9% dos entrevistados. Outros 13,8% consideram importante essa luta.

Saúde

A questão da defesa da saúde no trabalho apareceu em diferentes perguntas. Quando se questiona qual o impacto da cobrança excessiva pelo cumprimento das metas, mais da metade dos entrevistados respondeu que era o cansaço e a fadiga constante (54,1%). Os consultados poderiam apontar quantos impactos quisessem. Crise de ansiedade foi apontada por 51,6% das respostas, enquanto que a desmotivação com vontade de não ir trabalhar registrou 42,3% dos apontamentos. Dificuldade para dormir, mesmo em finais de semana foi o impacto apontado em 39,3% das respostas.

Também aparecem como consequências das metas abusivas o medo de “estourar” ou perder a cabeça (25,6%); crises constantes de dor de cabeça (24,2%); dores de estômago e gastrite (24,1%), além de dor ou formigamento em braços e mãos (23,9%). Também houve 22,9% das respostas que apontavam a preocupação permanente com o trabalho como impacto das metas abusivas. Foi registrada 21,7% de respostas para apontar como resultado da prática abusiva a vontade de chorar sem motivo aparente. Mais de um terço das respostas (35%) foi de que tiveram de recorrer a antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes para se medicarem.

Quase metade dos entrevistados (44,2%) disseram que não sabem se contraíram o vírus da Covid 19. Outros 51% afirmaram que não contraíram, enquanto que 3% disseram que contraíram o vírus e 1,8% que teriam contraído, embora não tivessem feito o teste.

Fonte: Contraf.

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