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Bancários cobram o fim do assédio moral e da pressão por metas

1.8.22 negociacao fenaban 98d1b

O fim da pressão, do assédio moral e da cobrança de metas abusivas como forma de preservar a saúde da categoria. Este foi o principal ponto defendido pelo Comando Nacional dos Bancários na rodada de negociação com a Federação dos Bancos (Fenaban), realizada nesta segunda-feira (1º/8).

Os bancos começaram a reunião negando que as metas adoeçam os bancários. Negaram também que o adoecimento mental seja maior na categoria, em comparação com outros trabalhadores.

Para desmontar esse argumento, o Comando Nacional apresentou dados do Dieese, mostrando que nos últimos cinco anos, o número de afastamentos nos bancos aumentou 26,2%, enquanto no geral, a variação foi de 15,4%. Ou seja, a variação entre os bancários foi 1,7 vezes maior do que a média dos outros setores.

O levantamento do Dieese, a partir de dados do INSS, aponta ainda que as doenças mentais e comportamentais representavam 23% dos afastamentos previdenciários da categoria em 2012. Em 2021, a porcentagem passou para 36%. Entre os afastamentos acidentários (B91), o salto foi de 30% em 2012 para 55% em 2021. As doenças nervosas saíram de 9% para 16%.

Mesmo diante dos dados, os bancos insistiram que seria preciso realizar estudos para se comprovar se o adoecimento mental é consequência da pressão por metas e do assédio moral sobre os bancários. Mas, após o Comando apresentar diversos casos concretos, coletados a partir do atendimento a bancários no dia a dia, a Fenaban aceitou analisar as propostas da categoria.

A expectativa agora é que a negociação sobre saúde e condições de trabalho possa avançar para a busca de soluções para o problema.

“A cobrança abusiva das metas, o modelo de gestão, se um bancário for avaliado com baixa performance por baixa produtividade, tudo isso resulta nos números absurdos de adoecimento na categoria. Temos que avançar nessas discussões e parar de discutir a doença, para começar a discutir saúde no ambiente de trabalho”, ressaltou Andréia Sabino, diretora de Saúde da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, que participou da negociação.

Para ela, é preciso haver mais transparência nos números dos bancos. “Precisamos ter acesso às informações para trabalhar em conjunto e só assim vamos tratar a saúde como prioridade porque esse tema é vital”, concluiu.

A próxima rodada de negociação acontece na quarta-feira (3/8) e será sobre as cláusulas econômicas.

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