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Bancos lucram alto, mas fecham agências e demitem

charge lucros e demissoes nos bancos 58b03

O Brasil vem se consolidando a cada ano como o paraíso dos banqueiros. Não é à toa que os quatro maiores bancos em atuação no país – Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander - lucraram juntos R$ 81,509 bilhões em 2019, um crescimento de 13,1% em relação aos ganhos de 2018. Ao mesmo tempo, estas empresas fecharam 945 agências e 10.622 postos de trabalho.

Em 2019, o Itaú fechou 436 unidades e 5.454 vagas de emprego. No Bradesco, foram 100 agências e 1.663 bancários a menos. O BB encerrou 409 postos de atendimento e diminuiu o quadro em 3.699 empregados. Já o Santander abriu 45 agências e cortou 193 empregos.

A maioria das vagas foi fechada através de programas de demissões incentivadas, uma prática que vem sendo comum nos bancos para facilitar o desligamento de trabalhadores mais velhos e, no caso do Itaú, também bancários adoecidos ou com estabilidade sindical.

Segundo os próprios bancos, a política de enxugamento do quadro de pessoal tem o objetivo de diminuir os custos e aumentar os lucros alcançados. Parece que estratégia tem dado certo, mesmo às custas da saúde dos empregados. Os bancários demitidos sofrem com o desemprego e os que ficam com a sobrecarga de trabalho e a ameaça constante de demissão.

A sociedade também é prejudicada com esta política dos bancos. Uma reportagem do jornal O Globo mostrou que duas em cada cinco cidades do país estão sem agências bancárias desde 2013, obrigando os moradores a se deslocarem a cidades vizinhas para fazer saques e outros serviços. São cerca de 17 milhões de pessoas em 2.328 cidades que precisam fazer esses deslocamentos. Além disso, nem todas contam com rede de internet eficiente para acessar os bancos digitalmente.

Na prática, só os bancos ganham. Um absurdo.

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