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Brasil pode ter mais de 25 milhões de desempregados ao fim da pandemia

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A pandemia do novo coronavírus não vai deixar apenas um saldo gigantesco de mortos, ela mergulhará o mundo em uma recessão econômica que perdurará por anos e, em nosso país, pode gerar consequências sociais gravíssimas. O vírus, apesar de atingir a todos, tem efeito mais devastador nas classes mais vulneráveis que também sofre com o vírus da desigualdade, que mata milhões ano a ano nos quatro cantos do mundo.

Como efeito colateral da pandemia, cresce a cada dia mais o número de demissões no país. De acordo com pesquisa do Núcleo de Conjuntura Econômica e Mercado Financeiro (Nucemf) da UNIFACS, o desemprego no Brasil pode dobrar após a pandemia. Se antes do primeiro caso do vírus, o IBGE indicava que o Brasil possuía 12,2% de desempregados (12,9 milhões de trabalhadores e tabalhadoras sem emprego), as estimativas do Nucemf apontam para um aumento de 12,6 milhões nesse número, podendo elevar os índices de desemprego ao assombroso índice de 23,8%.

Um estudo promovido pela Organização das Nações Unidas, em parceria com a King’s College (Londres) apontou que a recessão consequente da pandemia pode colocar 500 milhões de pessoas na miséria. Na América Latina, segundo a OCDE, 22 milhões de pessoas podem ser lançados a essa situação, com uma queda média de 5% na renda dos trabalhadores, no que o economista Andy Sumner chamou de “tsunami de miséria”.

Os números são ainda mais duros quando se faz o recorte da segurança alimentar. Segundo a ONU, após a pandemia, o número de pessoas em situação de fome pode chegar a 265 milhões.

Em nosso país, segundo dados do Banco Mundial, temos uma população de 52,8 milhões de pobres, número que pode disparar ao fim da pandemia, agravando ainda mais o cenário social do país.

Fonte: CTB. 

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