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Centrais sindicais querem revogar Reforma Trabalhista

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As principais centrais sindicais do país aproveitaram o aceno do ex-presidente Lula (PT) para dar força ao discurso contra a Reforma Trabalhista aprovada pelo Congresso Nacional  em 2017.

A reforma de Michel Temer (MDB), em 2017, cortou direitos dos trabalhadores, agrediu os sindicatos, agravou a informalidade, arrochou salários e precarizou as relações de trabalho. Os empregos prometidos — falavam em 6 milhões — nunca foram gerados.

As entidades emitiram nota, na última quarta-feira (5/1), em que elogiam a revogação da Reforma Trabalhista que foi acordada entre governo, empresários e sindicatos de trabalhadores na Espanha para alterar a reforma realizada em 2012, impondo restrições a contratos temporários e regras mais rígidas para terceirizações.

As centrais afirmam que o movimento espanhol “pode ser uma sinalização que estimule” a reabertura deste debate no Brasil.

Lideranças do PT, como Gleisi Hoffmann e o ex-presidente Lula, abordaram o tema nos últimos dias. A presidente do PT, por exemplo, disse que o Brasil já tem um caminho, referindo-se ao exemplo espanhol.

Nota das centrais
“Passados 4 anos está claro que os objetivos da Reforma Trabalhista de Michel Temer (MDB), ampliada e aprofundada por Bolsonaro, revelou-se um desastre para a classe trabalhadora e para a nação”, está na nota das centrais.

As centrais afirmam que, desde a mudança na legislação, o desemprego aumentou, assim como a precarização das relações de trabalho.

“Esse já era o quadro antes da pandemia de março de 2020. Após a adoção das medidas necessárias para contenção do coronavírus, a crise se tornou uma verdadeira calamidade”.

Segundo as entidades, as alterações feitas na Espanha “dão a esperança” de que o mesmo ocorra no Brasil. As entidades lembram que a revogação ocorreu após a eleição vencida por “uma coalizão de centro-esquerda”.

“As mudanças que estão acontecendo na Espanha nos dão a esperança de que por aqui também possamos rever pontos de uma reforma que foi imposta sem um debate social e com um deliberado viés pró capital e antissindical”, está escrito na nota.

O texto é assinado por CUT (Central Única dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores), CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) e CST (Central Sindical dos Trabalhadores).

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