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21ª Conferência Bahia e Sergipe

Conjuntura e reforma da previdência em debate na Feebbase

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A diretoria plena da Federação dos Bancários da Bahia está reunida em Salvador neste sábado, 30 de março, para o balanço das atividades, avaliação da prestação de contas referentes ao ano passado e construção do plano de lutas para 2019.

O encontro começou com um debate sobre conjuntura, com a exposição do diretor do Centro de Estudos Sindicais (CES) e da Fundação Maurício Grabois, Caio Botelho, que falou sobre o momento político do país, com ascensão de um governo de extrema direita, decidido a instalar uma agenda neoliberal, que resulta na retirada de direitos dos trabalhadores, das minorias e das camadas mais pobres da população.

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Para Botelho, a eleição de Bolsonaro é fruto de um processo histórico que deve ser analisado sobre diversos aspectos pelo campo progressista. “O momento é de construir uma ampla frente em defesa da democracia, com conjugação da resistência política nas ruas e no parlamento, mas também com o envolvimento de setores progressistas da sociedade. Todos devem se unir para derrotar o inimigo em comum”, ressaltou.

Reforma da previdência

Logo em seguida, a supervisora técnica do Dieese Bahia, Ana Georgina Dias, falou sobre a proposta de reforma de previdência enviada ao Congresso pelo governo Bolsonaro, que consegue ser pior que a apresentada pelo governo Temer no ano passado.

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“A proposta de Bolsonaro/Guedes mexe em questões de estrutura e parâmetros. É uma tentativa de retirar a previdência e alguns pontos da proteção social da Constituição, permitindo que as próximas mudanças sejam feitas através de lei complementar. É na prática, um cheque em branco para que qualquer governo possa modificar a previdência de forma simples”, afirmou Georgina.

Ela ressalta que entre as principais mudanças está uma completa transformação nos fundamentos da seguridade social, substituindo os princípios da solidariedade, universalidade e do provimento social, por outro modelo do individualismo. “O sistema de capitalização individual, acaba com a contribuição patronal e remete ao trabalhador toda a responsabilidade pela previdência. Ainda desresponsabiliza o Estado da proteção social e garante lucros enormes ao sistema financeiro”, garante.

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