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21ª Conferência Bahia e Sergipe

Feebbase completa 50 anos nesta sexta-feira

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Era 16 de novembro de 1968, quando representantes dos sindicatos dos bancários da Bahia, Sergipe, Feira, Ilhéus, Itabuna e Vitória da Conquista se reuniram em uma assembleia no auditório do Sindicato dos Conferentes e Condutores de Cargas e Descargas do Porto de Ilhéus, para fundar a Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe. Portanto, nesta sexta-feira, 16 de novembro de 2018, ela completa 50 anos.

Um ato de comemoração será realizado no dia 23 de novembro, às 9h, no auditório da Assembleia Legislativa da Bahia, no Centro Administrativo, em Salvador. O evento, realizado em parceria com o deputado estadual Marcelino Galo (PT), vai reunir autoridades, parlamentares, lideranças sindicais e trabalhadores bancários dos dois estados

A entidade nasceu com o objetivo de otimizar o trabalho dos sindicatos, que até então eram filiados à Federação do Nordeste, com sede em Fortaleza, no Ceará. A Feebbase resolveu não apenas a questão da distância física, mas também tornou mais efetiva a participação dos sindicatos locais nas decisões das demandas a serem negociadas com os bancos. Vale lembrar, que a campanha salarial não era nacional, nem unificada entre todos os bancos nesta época.

As coisas não eram fáceis para as entidades sindicais, que sofriam com a perseguição do regime militar e com a infiltração dos chamados “pelegos”, que eram “lideranças” que trabalhavam para enfraquecer os sindicatos e denunciar os sindicalistas “subversivos” ao governo.

A situação era difícil, mas não enfraqueceu o movimento sindical bancário, que começou a reação em 1981, com a retomada do Sindicato da Bahia e seguiu conquistando a direção das demais entidades nos anos seguintes. Em 1990, Euclides Fagundes é eleito presidente da Feebbase e inicia um ciclo de dirigentes classistas à frente da Federação: Álvaro Gomes, Everaldo Augusto, Eduardo Navarro, Emanoel Souza e Hermelino Neto deram continuidade ao trabalho de fortalecimento da entidade como referência para o movimento sindical brasileiro.

Hoje a atuação da Federação vai muito além da defesa dos direitos da categoria bancária. A entidade está na linha de frente da defesa da democracia e dos direitos de todo povo brasileiro.

“Ao completar meio século, sabemos que os desafios são enormes, principalmente após o golpe midiático e jurídico e das reformas implementadas pelo governo Temer, que atingiram em cheio o movimento sindical e os diretos dos trabalhadores. Com a derrota do campo progressista, é preciso elevar o nosso grau de unidade para resistir ao governo autoritário que vai assumir o país a partir de janeiro de 2019. A Federação tem um papel importante a cumprir, e vai cumprir, porque a sua direção está preparada para estes desafios”, ressalta o atual presidente da Feebbase, Hermelino Neto.

Para ele, lutar pela democracia e pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, vai ser uma das principais bandeiras da Federação neste momento.

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