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Lula quer ampliar relacionamento com as centrais sindicais

Dando razão ao ditado segundo o qual há males que vêm para o bem, a crise do capitalismo internacional parece estar criando uma oportunidade para aprofundar o relacionamento entre o movimento sindical brasileiro e o governo, na opinião do presidente Lula, que esteve reunido nesta quarta (8) com representantes  das seis maiores centrais sindicais do Brasil (CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central, UGT e CGTB).



De acordo com Joílson Cardoso, secretário de Políticas Sindicais e Relações Institucionais da CTB, o presidente decidiu conferir um caráter mais regular aos seus encontros com os sindicalistas, que devem ocorrer ordinariamente uma vez por mês para debater a crise e outros temas políticos, econômicos e sociais. O secretário geral da CTB, Pascoal Carneiro, também participou e considerou o resultado do encontro "muito positivo".

Reuniões setoriais

Foi também decidido que serão organizadas reuniões de ministros, coordenados pelo secretário geral da Presidência, Luiz Dulci, com os setores e ramos da economia mais afetados pela crise. Participarão os ministros da área em questão e dirigentes das centrais que representam as categorias afetadas. Segundo Pascoal, o presidente Lula assumiu o compromisso de não vai reduzir as aliquotas da Previdência e do FGTS ("se as centrais não querem eu não mexo", garantiu). Ressaltou que vai avaliar as propostas dos sindicalistas e fez um discurso contundente contra o escandaloso spread bancário (diferença entre o que os bancos pagam para captar dinheiro e a taxa de juros ou de agiotagem que cobram nos empréstimos), tema que teria custado a cabeça do presidente do Banco do Brasil ( veja notícia a respeito neste Portal).

Pascoal Carneiro levantou a preocupação da CTB em garantir medidas de proteção aos agricultores familiares e assalariados rurais que estão sendo afetados pela crise, "principalmente no ramo de hortifrutigranjeiros, que reclamam a desoneração dos produtos que compõem a cesta básica". Além disto, Carneiro também apontou a necessidade de nacionalizar as encomendas de plataformas navais pela Petrobrás. "A estatal quer adquirir 32 novas plataformas, 12 das quais, as maiores, serão compradas no exterior se não impedirmos, o que significa emprego para 200 mil trabalhadores", pontificou.  

Reivindicações

As principais reivindicações apresentadas pela CTB e as centrais ao presidente são as seguintes:

1- Formação de um comitê anti-crise composto por representantes do governo, empresários e trabalhadores para debater e construir saídas emergenciais (parcialmente atendida)

2- Fim do superávit primário e ampliação dos investimentos públicos (o presidente manifestou concordância)

3- Baixar Medida Provisória com o objetivo de agilizar a execução das obras públicas, destravando os obstáculos burocráticos que atrasam a implementação dos investimentos públicos

4- Redução drástica da taxa básica de juros (Selic) e do spread bancário (Lula concordou)

5- Redução da jornada de trabalho sem redução de salários

6- Ratificação da Convenção 158 da OIT

7- Condicionamento dos benefícios públicos concedidos às empresas à contrapartida social (geração e garantia do emprego).
 
Além de Lula, participaram da reunião a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e o chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci. O presidente fez uma avaliação positiva da reunião do G-20 e afirmou que o Brasil deve fortalecer seu relacionamento econômico e político com os países da América do Sul para fazer frente à crise.

Portal CTB

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