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Seeb Sergipe e vereadores de Pacatuba se unem contra fechamento do BB

Para mobilizar a sociedade sergipana contra o pacote de maldade da chamada reestruturação do Banco do Brasil (BB), a direção do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) participou por videoconferência da Sessão da Câmara de Vereadores de Pacatuba, que tratou do anúncio do fechamento do ponto de atendimento avançado do Banco do Brasil (BB), instalado na sede do município. Com a participação de autoridades locais, a sessão aprovou organizar movimento local, com apoio do SEEB/SE para sensibilizar a bancada sergipana no Congresso Nacional com o objetivo de impedir o fechamento do BB em Pacatuba, assim como se posicionar contra o plano de reestruturação do BB.

20.01.21 ato contra fechamento de bb em sergipe af171

A presidenta do SEEB/SE e o representante da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), respectivamente Ivânia Pereira e Fábio Lêdo fizeram intervenções iniciais destacando a importância do BB para o desenvolvimento das econômicas locais e os prejuízos da chamada reestruturação, que prevê o fechamento de 361 unidades (postos de atendimento, escritórios e agências) e a dispensa de 5 mil trabalhadores do banco com programas de demissão voluntária.

O município de Pacatuba conta com 14 428 habitantes. A grande maioria formada de pequenos agricultores, residentes na zona rural, dividida em 75 povoados. A principal economia local é a agricultura familiar.

Depois dos debates, os vereadores e vereadoras aprovaram a elaboração de uma Carta de Compromisso dos Parlamentares na Defesa do Povo de Pacatuba com a Permanência da agência do BB. Da atividade bancária, o município conta apenas com o ponto Banco do Brasil, com oito funcionários (dois vigilantes moradores da cidade). Instalado desde 2014, há um mês o Ponto Banese está desativado. “Sem o BB, a população terá de se aventurar para fazer qualquer transação bancária nas cidades mais próximas: Neópolis e Japaratuba. Os outros municípios próximos de Pacatuba como Pirambu e Japoatã, também não têm BB”, explicou a presidenta da Câmara de Vereadores de Pacatuba, Leilane Quitério (PSD).

A sessão foi presidida por Leilane Quitério (PSD). Estavam presentes o vice-presidente da Câmara, Wolney Carlos Quitério, (PSD) e os vereadores Ronicleiton Lúcio de Oliveira (PSC), Alexandre Pereira (PSD), Aleide Diana Santos Melo (PSC), Etelvino dos Santos Fagundes Filho (PSC), José Carlos Santos Jentil (MDB), Maria Edivânia e Fábio Pinto. Compareceram à sessão autoridades do executivo como a prefeita da cidade, o vice-prefeito, Gerônio Ramos Izidório e ex-prefeito Alexandre Martins.

Os vereadores destacaram que o fechamento do ponto do BB vai promover prejuízos enormes de forma imediata para a população local e o comércio, a grande maioria morada de povoados, que terá de se dirigir aos municípios vizinhos para receber os proventos. Destacaram que linhas de ônibus só existe dos povoados para a sede e que os moradores terão de viajar em transportes particulares para outras localidades municipais. O comércio local também será prejudicado.

Com o anúncio da reestruturação do banco, Lelaine Quitéria disse que recebeu uma negativa da gerência do BB de Pacatuba com relação ao projeto da Câmara de Vereadores, que procurava firmar parceria para potencializa o turismo e o artesanato local. O município exibe dunas, pantanal, croa, com passeio de barco. Da cultura local, Pacatuba tem grupos de reisado e artesanato, com palha pantaneira

Do SEEB/SE também participaram da sessão (por videoconferência), os diretores João Wellington e Marcelo de Oliveira e o presidente da CTB/SE, Adêniton Santana.

Ivânia Pereira afirmou que assim como os representantes do legislativo e clientes e funcionários, “o SEEB/SE foi surpreendido com esse pacote chamada de reestruturação do BB, inclusive em Pacatuba como um dos municípios em que a agência do BB é a única alternativa bancária. No momento em que estamos tentando combater as aglomerações, o fechamento de agências de cidades pequenas vai colocar em riscos ainda maior os aposentados e pensionistas que terão de se deslocar e aumentar o tempo e as próprias filas, gerando assim um maior risco de contaminação do Covid-19. Precisamos reagir, o movimento bancário em todo o país está buscando os representantes dos executivos e dos legislativos dos municípios que serão enormemente impactados sem a presença do BB. Essa luta é do sindicato e de todos os prefeitos, vereadores e parlamentares para exigir que o Congresso Nacional desaprove a reestruturação anunciada”, afirmou a liderança sindical.

“Prefeitos, prefeitas, vereadores e vereadores e população assistida clientes, todos podemos ajudar nessa luta. Vamos todos mobilizar os deputados federais e senadores. Só o Congresso Nacional pode reverter essa situação. Não podemos permitir que as agências sejam fechadas e é preciso reagir agora para não permitirmos que esse programa de reestruturação efetivamente aconteça. O BB não é uma empresa qualquer, antes mesmo do Brasil se tornar independente, foi o BB o responsável pelas instalações das primeiras indústrias, das primeiras estradas que iniciaram a chamada integração do território nacional. O BB continua fundamental. Precisamos divulgar que o Tesouro Nacional não inverte um real nas grandes empresas públicas como o BB, Petrobras e Caixa Econômica Federal. Ao contrário, essas empresas transferem riquezas, transferem dividendos para o governo federal e ainda financiam as políticas públicas. E são essas mesmas empresas que estão ameaçadas de privatização. O Brasil é deste porte porque existem empresas públicas fortes e responsável para implementar desenvolvimento econômico social e as infraestruturas das cidades. É necessário a luta contra o fechamento e ou transformação de agência de BB em postos de atendimento. Estamos aqui trazendo inicialmente essas informações e nos colocando à disposição. Estaremos juntos para que a agência de Pacatuba não seja fechada”, afirmou Ivânia Pereira.

Fábio Lêdo também destacou a importância do BB e disse que as lideranças representantes dos funcionários do BB também foram pegos de surpresa com um pacote de crueldade. Afirmou ainda que o banco continua se negando a passar os detalhes do chamado programa de reestruturação. “Em meio a uma crise sanitária, a população ainda tem de conviver com esse pacote econômico cruel, porque atinge em especial aos menores municípios e proporcionalmente os da região Nordeste, porque cria dificuldades para o financiamento da pequena agricultura. Por isso, precisamos lutar com as armas disponíveis para tentar reverter essa situação. Nunca fugimos da luta e já enfrentamos algumas outras vezes tentativas de esfacelar o BB, para fragilizar esta instituição que pela sua trajetória se confunde com a história do país”, afirmou Fábio Lêdo.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Sergipe.

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