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Consciência Bancária 3435
Escrito por Seeb Itabuna
21/12/2009
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Diário de Segunda 21.12.09


Bancos fecham mais de dois mil postos de trabalho


Apesar de não terem sido atingidos pela crise e de manterem o ritmo de crescimento de seus lucros, os bancos que operam no Brasil fecharam 2.076 postos de trabalho entre janeiro e setembro de 2009, segundo estudo elaborado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O fechamento dessas vagas ocorreu nos bancos privados, sobretudo em razão das fusões. E se não fosse as poucas admissões nas instituições financeiras públicas, como Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco do Nordeste e outros, o quadro estaria em pior situação.

O estudo mostra ainda que os bancos estão usando a rotatividade para reduzir a média salarial dos trabalhadores bancários e que mantêm a discriminação em relação às mulheres, que estão sendo contratadas com salários inferiores aos dos homens. (Contraf)


Mercantil do Brasil vai pagar bolsa Educação


Em reunião realizada semana passada, entre o SEEB-BH e o banco, o Mercantil acatou a reivindicação dos bancários e anunciou a instituição do auxílio bolsa educacional para o ano de 2010, que irá beneficiar 100 funcionários com bolsa mensal no valor de R$ 200,00, garantidas 12 parcelas anuais deste valor, totalizando uma ajuda anual de R$ 2.400,00 para cada contemplado. Essa é uma conquista histórica dos trabalhadores, onde o Mercantil do Brasil sai de anos de atraso e passa a investir concretamente na educação superior do seu quadro pessoal. Enquanto isso, o muquirana do Bradesco, segunda maior instituição privada do país é o único que ainda nega esse tipo de investimento aos seus funcionários. (Contraf)


BNB envia acordo coletivo para aprovação do DEST


A Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB) tinha a expectativa de que durante a última reunião da comissão, com o banco, que aconteceu dia 15, fosse assinado o acordo coletivo e cumpridos os compromissos acordados na Campanha Salarial, o que não se efetivou.
O Banco do Nordeste disse ter enviado a minuta para Brasília para aprovação do DEST, órgão encarregado do controle das empresas estatais. A previsão é que os trâmites corram rapidamente e o acordo seja assinado o mais breve possível.
Apesar da não assinatura, a notícia não deixa de ser razoável. No entanto, a ideia inicial era que o acordo fosse assinado ainda este ano. Esperamos que um dia, o acordo coletivo dos funcionários do BNB seja assinado, conjuntamente com os demais bancos, no final da campanha salarial, pois não existe razão para esse tratamento diferenciado. (Contraf)


Acidentes de trabalho crescem 13,4% entre 2007 e 2008


O número de acidentes de trabalho registrados em 2008 aumentou 13,4% em relação a 2007. Em 2008 foram registrados 747.663 casos, contra 659.523 no ano anterior, segundo o Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho, divulgado dia 15, pelo Ministério da Previdência Social. O documento foi elaborado em conjunto com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Entre as seis principais causas de acidentes, quatro envolvem ferimentos nos punhos e nas mãos dos trabalhadores, isso mostra que a manipulação de objetos precisa ser redesenhada.
O número de óbitos em 2008 foi de 2.757 casos, contra 2.845 em 2007, uma redução de 3,1%. Os casos de incapacidade permanente, no entanto, aumentaram em 28,6% em 2008 (12.071) em relação a 2007 (9.389).
A Previdência Social vê a necessidade de investimento em prevenção e maior preparo dos trabalhadores para evitar queimaduras, esmagamentos, amputações, cortes e inflamações e também mortes.
Segundo o secretário da Previdência, Helmut Schwartz, o Brasil registra hoje dados melhores do que na década de 90, embora os números ainda sejam preocupantes e exijam grande esforço das empresas, dos trabalhadores e do governo para o combate aos acidentes.
A partir de janeiro de 2010 as empresas receberão incentivos por meio da flexibilização das alíquotas do seguro de acidente de trabalho em casos de redução do número desses acidentes. Atualmente, elas pagam 1% sobre a folha de pagamento quando o índice de acidentes é baixo, 2% quando é médio e 3% quando os índices são altos. (Agência Brasil)

Plantonistas:

Manhã: Emanoel Melo

Tarde: Liamara Bricidio

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