
Diário de Terça 22.12.09
Bradesco continua demitindo...
Apesar dos lucros bilionários e de ser um dos maiores bancos das
Américas, o Bradesco mantém uma dura política de pessoal e continua
demitindo. Em 2008 foram dezenove demissões homologadas em nosso
Sindicato e em 2009 até agora já são treze os demitidos.
Essa é a responsabilidade social do Bradesco, num cenário de crise
em que os bancos só ganharam, por outro lado a redução de pessoal
provoca a sobrecarga de serviço sobre aqueles que ficam, prejudicando
sua saúde física e psicológica, além, da redução da qualidade de vida.
São coisas do trabuco!
VIGILANTES
Cobratec dá calote
A Cobratec segurança, empresa que prestava serviço ao Banco do
Brasil está mudando de razão social. O Fato é que, no mês de junho do
corrente ano 2009, a empresa perdeu o contrato com o BB e propôs
parcelar o pagamento das verbas rescisórias, o que é irregular. Porém,
o pior é que a primeira parcela foi paga em junho e a segunda ainda não
foi paga até hoje.
Cabe uma denuncia ao Ministério Público do Trabalho e os trabalhadores irem buscar seus direitos na Justiça.
CAIXA
Produto químico prejudica empregados
A Caixa Econômica Federal contratou a empresa ARTEMP, para realizar
o serviço de limpeza do sistema de ar condicionado da agência Itabuna,
procedimento necessário e de grande importância para manter a qualidade
do ar respirado por seus empregados e clientes. Contudo, foi utilizado
um produto químico que causou reação em vários empregados, como dor de
cabeça e dificuldade para respirar. Foi solicitado a identificação do
produto, o que não foi efetuado.
Chamamos atenção da administração da empresa para o cuidado na
utilização de produtos que possam causar algum dano a saúde, tendo em
vista que precisamos prezar pelo meio-ambiente de trabalho e além
disso, todos os cuidados devem ser tomados de acordo com as normas da
vigilância sanitária, uma vez que, a Caixa pode ser responsabilizada
por danos causados a saúde dos seus empregados.
TODO CUIDADO É POUCO!
Perdas do Plano Collor podem ser requeridas até fevereiro
O calote que os bancos passaram nos poupadores por conta do Plano
Collor está com os dias contados. Quem quiser recuperar as perdas tem
até o dia 28 de fevereiro de 2010 para entrar com ação na Justiça. A
informação é do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor).
De acordo com o Instituto, durante o Plano Collor 1, os bancos não
fizeram as devidas correções monetárias das cadernetas de poupança
entre os meses de fevereiro e junho de 1990. Os cálculos apontam perdas
de até 44,8%.
Para entrar com ação judicial contra o Banco do Brasil e a Caixa é
necessário fazer ajuizamento nos Juizados Especiais Federais. Contra os
bancos privados, deve ser nos Juizados Especiais Cíveis Estaduais.
FIQUEM ATENTOS!
Bancários querem negociações com o Santander
As entidades sindicais enviaram documento ao Santander, na última
sexta-feira (18), cobrando a retomada das negociações para o Aditivo à
Convenção Coletiva de Trabalho 2009/2010. O banco espanhol prometeu
realizar uma nova rodada esta semana, porém nada foi agendado,
frustrando a expectativa dos trabalhadores.
Na rodada anterior, realizada no dia 18 de novembro, o banco
concordou com a renovação da maioria das cláusulas do aditivo vigente,
prorrogado até 31 de dezembro.
Porém, diversas propostas de inclusão de novas cláusulas ainda estão
pendentes e o banco ficou de trazer respostas para a próxima rodada,
quando também será discutido o Acordo do Programa de Participação nos
Resultados (PPR) do exercício de 2009.
HUMOR
O homem chega ao consultório médico:
- Doutor, quero fazer uma vasectomia.
- Tudo bem! Mas espero que o senhor esteja convicto de que essa é uma decisão muito séria. O senhor já consultou sua mulher e os seus filhos?
- Já sim, doutor! Os favoráveis venceram por 15 a 2.
Plantonistas:
Manhã: João Lisboa
Tarde: Cristiane Brandão
ESPECIAL CAIXA
Aconteceu na última sexta-feira (18) em São Paulo, o encontro
nacional de dirigentes sindicais da Caixa Econômica Federal, onde ficou
definido o posicionamento e a estratégia dos trabalhadores da CEF na
mesa de negociações permanentes em 2010.
Calendário de luta
12 de janeiro, aniversário da Caixa: Dia Nacional de Luta em defesa do modelo de PCC aprovado pelos empregados.
27 de janeiro: Dia Nacional de Luta de lançamento da campanha pela isonomia, sob a bandeira "2010, o ano da isonomia".
Primeira quinzena de abril: Encontro Nacional de avaliação da campanha pela isonomia.
Saúde Caixa: abaixo-assinado pela criação de estruturas em cada
estado para cuidar especificamente do Saúde Caixa e da saúde do
trabalhador, desvinculada da Gipes (gerência de pessoal de filial) e
subordinada diretamente à Gesad (Gerência Nacional de Saúde)
Segunda quinzena de maio: Indicativo de realização do Conecef.
PCC
A Caixa não tem ainda uma proposta global do que chama de Plano de
Funções Gratificadas (PFG), o que o movimento sindical denomina de PCC.
Na reunião do dia 2 de dezembro, a empresa apresentou apenas as linhas
gerais do plano, sem a descrição dos valores da tabela, frustrando as
entidades que representam os trabalhadores. Por outro lado a empresa
deixou claro que pretende resolver o problema da jornada das funções
técnicas reduzindo-a para 6 horas, mas reduzindo também,
proporcionalmente, os salários antes da migração para a nova tabela.
Outro ponto inaceitável é que a discriminação dos empregados vinculados
ao Reg/Replan não saldado ou ao antigo PCS.
A proposta de PFG da Caixa
O plano da Caixa propõe 15 níveis, com 15% de diferença entre eles, e
acaba com as classes de filiais e mercados. Além disso, altera a
nomenclatura dos cargos e os agrupa reduzindo de 119 para 56 funções
mantendo os quantitativos. Também realinha os cargos hierarquicamente
de acordo com a complexidade, a responsabilidade e as atribuições.
Os empregados migrarão do PCC para o PFG de maneira automática no cargo
correspondente. Nesse processo de migração poderá ocorrer redução de
remuneração básica, tendo em vista a reclassificação. Para garantir a
irredutibilidade negociada na campanha salarial de 2009, a empresa
propôs a criação do mecanismo APA - Adicional Provisório de Ajuste do
PFG.
A Caixa, porém, vincula a implantação do PFG à solução das jornadas da
carreira técnica, reduzindo de 8 para 6 horas com redução proporcional
do salário.
Segundo o acordo aditivo firmado em 2008, a implementação do PFG
deveria acontecer, no máximo, no fim deste ano, mas a empresa já
projeta que isto pode só ocorrer no 1º trimestre do ano que vem com
efeito retroativo até a data da redução da jornada. Tentando colocar um
problema que deve ser resolvido pela direção do banco no colo dos
trabalhadores, os representantes da empresa afirmaram que "quanto mais
rápido decidir a jornada, melhor para decidir o PFG".
O que os sindicatos rejeitam no PFG
O encontro dos dirigentes sindicais realizado nesta sexta-feira em São
Paulo considerou inaceitáveis uma série de itens do plano da Caixa
prejudiciais aos trabalhadores, entre os quais os seguintes:
* Redução de jornada com redução de salário.
* Manutenção de jornada de 8h para funções de gestão e jornada aberta para chefes de unidades.
* Retaliação nas regras de transição (exclusão de quem não saldou o REG/Replan).
* Crescimento horizontal por meio do CTVA e por avaliação de mérito.
O que os sindicatos defendem no PCC
Os dirigentes sindicais reafirmaram a proposta dos trabalhadores
apresentada em julho, principalmente em relação aos seguintes pontos:
* Jornada de 6 horas para todos os empregados sem diminuição do salário.
* Extinção dos mercados B e C, com adoção dos valores do mercado A, e das filiais 2 e 3, com adoção dos valores das filiais 1.
* Não permitir discriminação em relação aos empregados que permaneceram no REG/Replan não saldado ou no antigo PCS.
*Critérios de comissionamentos e descomissionamentos.
Os dirigentes sindicais também aprovaram orientação aos conselheiros
deliberativos eleitos da Funcef a votarem contra a reabertura do
saldamento do REG/Replan.
Saúde Caixa
O que consta da cláusula sobre Saúde Caixa do Acordo Coletivo Aditivo
não vem sendo cumprido pela Caixa desde 2008, pois o plano apresentou
superávit da ordem de R$ 9 milhões em 2007 e de R$ 21 milhões em 2008,
representando um aporte de 32% e 36%, respectivamente, por parte dos
empregados. Pela regra, tem que ser respeitada a proporção 70% (Caixa)
X 30% (empregados) no total do custeio das despesas assistenciais.
Quando ocorre desequilíbrio, como no caso, tem que ser feito o aporte
da diferença no exercício seguinte pela parte que ficou devendo.
A Caixa não fez esses aportes em nenhum dos exercícios, portanto está
devendo algo em torno de R$ 71 milhões para o fundo. Considerando-se
esses valores o plano tem hoje um superávit próximo a R$ 101 milhões.
Esses valores, porém, foram deduzidos dos relatórios apresentados pela
empresa especializada em atuária, no período em que vigorou a chamada
"contingência" do Saúde Caixa, em que, por falha da empresa contratada,
os valores do plano não foram processados, podendo, portanto, conter
erros. O Saúde Caixa apresenta ainda uma série de outros problemas,
tais como deficiência no atendimento e falta de estrutura que traz como
consequência graves problemas de gestão. Além disso, o
contingenciamento inviabilizou o trabalho do Conselho de Usuários. Em
relação à falta de estrutura, há uma reivindicação na pauta dos
empregados solicitando a criação de uma unidade para atendimento
exclusivo do Saúde Caixa e saúde do trabalhador em cada estado. Porém,
há rumores de que, segundo o novo modelo de estrutura em estudo pela
Caixa, as áreas seriam reduzidas a apenas cinco. Hoje são quinze.
Está prevista, conforme negociado na última campanha, uma negociação
com a Caixa, na qual ela deverá apresentar os números revistos de todos
os exercícios anteriores, com a reelaboração dos balanços com base em
valores reais. Mas essa negociação provavelmente não acontecerá logo no
início de 2010, pois a Caixa afirma que o processo de contingenciamento
ainda não está totalmente concluído e necessita de mais tempo. Contudo,
a reunião do Conselho de Usuários deverá ocorrer em janeiro.
|