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Consciência Bancária 3436
Escrito por Seeb Itabuna
22/12/2009
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Diário de Terça 22.12.09


Bradesco continua demitindo...


Apesar dos lucros bilionários e de ser um dos maiores bancos das Américas, o Bradesco mantém uma dura política de pessoal e continua demitindo. Em 2008 foram dezenove demissões homologadas em nosso Sindicato e em 2009 até agora já são treze os demitidos.

Essa é a responsabilidade social do Bradesco, num cenário de crise em que os bancos só ganharam, por outro lado a redução de pessoal provoca a sobrecarga de serviço sobre aqueles que ficam, prejudicando sua saúde física e psicológica, além, da redução da qualidade de vida.

São coisas do trabuco!


VIGILANTES

Cobratec dá calote


A Cobratec segurança, empresa que prestava serviço ao Banco do Brasil está mudando de razão social. O Fato é que, no mês de junho do corrente ano 2009, a empresa perdeu o contrato com o BB e propôs parcelar o pagamento das verbas rescisórias, o que é irregular. Porém, o pior é que a primeira parcela foi paga em junho e a segunda ainda não foi paga até hoje.

Cabe uma denuncia ao Ministério Público do Trabalho e os trabalhadores irem buscar seus direitos na Justiça.


CAIXA

Produto químico prejudica empregados


A Caixa Econômica Federal contratou a empresa ARTEMP, para realizar o serviço de limpeza do sistema de ar condicionado da agência Itabuna, procedimento necessário e de grande importância para manter a qualidade do ar respirado por seus empregados e clientes. Contudo, foi utilizado um produto químico que causou reação em vários empregados, como dor de cabeça e dificuldade para respirar. Foi solicitado a identificação do produto, o que não foi efetuado.

Chamamos atenção da administração da empresa para o cuidado na utilização de produtos que possam causar algum dano a saúde, tendo em vista que precisamos prezar pelo meio-ambiente de trabalho e além disso, todos os cuidados devem ser tomados de acordo com as normas da vigilância sanitária, uma vez que, a Caixa pode ser responsabilizada por danos causados a saúde dos seus empregados.

TODO CUIDADO É POUCO!


Perdas do Plano Collor podem ser requeridas até fevereiro


O calote que os bancos passaram nos poupadores por conta do Plano Collor está com os dias contados. Quem quiser recuperar as perdas tem até o dia 28 de fevereiro de 2010 para entrar com ação na Justiça. A informação é do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor).

De acordo com o Instituto, durante o Plano Collor 1, os bancos não fizeram as devidas correções monetárias das cadernetas de poupança entre os meses de fevereiro e junho de 1990. Os cálculos apontam perdas de até 44,8%.

Para entrar com ação judicial contra o Banco do Brasil e a Caixa é necessário fazer ajuizamento nos Juizados Especiais Federais. Contra os bancos privados, deve ser nos Juizados Especiais Cíveis Estaduais. FIQUEM ATENTOS!


Bancários querem negociações com o Santander


As entidades sindicais enviaram documento ao Santander, na última sexta-feira (18), cobrando a retomada das negociações para o Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2009/2010. O banco espanhol prometeu realizar uma nova rodada esta semana, porém nada foi agendado, frustrando a expectativa dos trabalhadores.

Na rodada anterior, realizada no dia 18 de novembro, o banco concordou com a renovação da maioria das cláusulas do aditivo vigente, prorrogado até 31 de dezembro.

Porém, diversas propostas de inclusão de novas cláusulas ainda estão pendentes e o banco ficou de trazer respostas para a próxima rodada, quando também será discutido o Acordo do Programa de Participação nos Resultados (PPR) do exercício de 2009.


HUMOR


O homem chega ao consultório médico:
- Doutor, quero fazer uma vasectomia.
- Tudo bem! Mas espero que o senhor esteja convicto de que essa é uma decisão muito séria. O senhor já consultou sua mulher e os seus filhos?
- Já sim, doutor! Os favoráveis venceram por 15 a 2.


Plantonistas:

Manhã: João Lisboa

Tarde: Cristiane Brandão


ESPECIAL CAIXA


Aconteceu na última sexta-feira (18) em São Paulo, o encontro nacional de dirigentes sindicais da Caixa Econômica Federal, onde ficou definido o posicionamento e a estratégia dos trabalhadores da CEF na mesa de negociações permanentes em 2010.


Calendário de luta

12 de janeiro, aniversário da Caixa: Dia Nacional de Luta em defesa do modelo de PCC aprovado pelos empregados.
27 de janeiro: Dia Nacional de Luta de lançamento da campanha pela isonomia, sob a bandeira "2010, o ano da isonomia".
Primeira quinzena de abril: Encontro Nacional de avaliação da campanha pela isonomia.
Saúde Caixa: abaixo-assinado pela criação de estruturas em cada estado para cuidar especificamente do Saúde Caixa e da saúde do trabalhador, desvinculada da Gipes (gerência de pessoal de filial) e subordinada diretamente à Gesad (Gerência Nacional de Saúde)
Segunda quinzena de maio: Indicativo de realização do Conecef.

PCC
A Caixa não tem ainda uma proposta global do que chama de Plano de Funções Gratificadas (PFG), o que o movimento sindical denomina de PCC. Na reunião do dia 2 de dezembro, a empresa apresentou apenas as linhas gerais do plano, sem a descrição dos valores da tabela, frustrando as entidades que representam os trabalhadores. Por outro lado a empresa deixou claro que pretende resolver o problema da jornada das funções técnicas reduzindo-a para 6 horas, mas reduzindo também, proporcionalmente, os salários antes da migração para a nova tabela. Outro ponto inaceitável é que a discriminação dos empregados vinculados ao Reg/Replan não saldado ou ao antigo PCS.

A proposta de PFG da Caixa
O plano da Caixa propõe 15 níveis, com 15% de diferença entre eles, e acaba com as classes de filiais e mercados. Além disso, altera a nomenclatura dos cargos e os agrupa reduzindo de 119 para 56 funções mantendo os quantitativos. Também realinha os cargos hierarquicamente de acordo com a complexidade, a responsabilidade e as atribuições.
Os empregados migrarão do PCC para o PFG de maneira automática no cargo correspondente. Nesse processo de migração poderá ocorrer redução de remuneração básica, tendo em vista a reclassificação. Para garantir a irredutibilidade negociada na campanha salarial de 2009, a empresa propôs a criação do mecanismo APA - Adicional Provisório de Ajuste do PFG.
A Caixa, porém, vincula a implantação do PFG à solução das jornadas da carreira técnica, reduzindo de 8 para 6 horas com redução proporcional do salário.
Segundo o acordo aditivo firmado em 2008, a implementação do PFG deveria acontecer, no máximo, no fim deste ano, mas a empresa já projeta que isto pode só ocorrer no 1º trimestre do ano que vem com efeito retroativo até a data da redução da jornada. Tentando colocar um problema que deve ser resolvido pela direção do banco no colo dos trabalhadores, os representantes da empresa afirmaram que "quanto mais rápido decidir a jornada, melhor para decidir o PFG".

O que os sindicatos rejeitam no PFG
O encontro dos dirigentes sindicais realizado nesta sexta-feira em São Paulo considerou inaceitáveis uma série de itens do plano da Caixa prejudiciais aos trabalhadores, entre os quais os seguintes:
* Redução de jornada com redução de salário.
* Manutenção de jornada de 8h para funções de gestão e jornada aberta para chefes de unidades.
* Retaliação nas regras de transição (exclusão de quem não saldou o REG/Replan).
* Crescimento horizontal por meio do CTVA e por avaliação de mérito.

O que os sindicatos defendem no PCC
Os dirigentes sindicais reafirmaram a proposta dos trabalhadores apresentada em julho, principalmente em relação aos seguintes pontos:
* Jornada de 6 horas para todos os empregados sem diminuição do salário.
* Extinção dos mercados B e C, com adoção dos valores do mercado A, e das filiais 2 e 3, com adoção dos valores das filiais 1.
* Não permitir discriminação em relação aos empregados que permaneceram no REG/Replan não saldado ou no antigo PCS.
*Critérios de comissionamentos e descomissionamentos.
Os dirigentes sindicais também aprovaram orientação aos conselheiros deliberativos eleitos da Funcef a votarem contra a reabertura do saldamento do REG/Replan.

Saúde Caixa
O que consta da cláusula sobre Saúde Caixa do Acordo Coletivo Aditivo não vem sendo cumprido pela Caixa desde 2008, pois o plano apresentou superávit da ordem de R$ 9 milhões em 2007 e de R$ 21 milhões em 2008, representando um aporte de 32% e 36%, respectivamente, por parte dos empregados. Pela regra, tem que ser respeitada a proporção 70% (Caixa) X 30% (empregados) no total do custeio das despesas assistenciais.
Quando ocorre desequilíbrio, como no caso, tem que ser feito o aporte da diferença no exercício seguinte pela parte que ficou devendo.
A Caixa não fez esses aportes em nenhum dos exercícios, portanto está devendo algo em torno de R$ 71 milhões para o fundo. Considerando-se esses valores o plano tem hoje um superávit próximo a R$ 101 milhões.
Esses valores, porém, foram deduzidos dos relatórios apresentados pela empresa especializada em atuária, no período em que vigorou a chamada "contingência" do Saúde Caixa, em que, por falha da empresa contratada, os valores do plano não foram processados, podendo, portanto, conter erros. O Saúde Caixa apresenta ainda uma série de outros problemas, tais como deficiência no atendimento e falta de estrutura que traz como consequência graves problemas de gestão. Além disso, o contingenciamento inviabilizou o trabalho do Conselho de Usuários. Em relação à falta de estrutura, há uma reivindicação na pauta dos empregados solicitando a criação de uma unidade para atendimento exclusivo do Saúde Caixa e saúde do trabalhador em cada estado. Porém, há rumores de que, segundo o novo modelo de estrutura em estudo pela Caixa, as áreas seriam reduzidas a apenas cinco. Hoje são quinze.
Está prevista, conforme negociado na última campanha, uma negociação com a Caixa, na qual ela deverá apresentar os números revistos de todos os exercícios anteriores, com a reelaboração dos balanços com base em valores reais. Mas essa negociação provavelmente não acontecerá logo no início de 2010, pois a Caixa afirma que o processo de contingenciamento ainda não está totalmente concluído e necessita de mais tempo. Contudo, a reunião do Conselho de Usuários deverá ocorrer em janeiro.

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