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Bradesco desrespeita empregados adoecidos

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Total indignação. Este é o sentimento dos dirigentes sindicais que acompanham o retorno ao trabalhado de dois funcionários do Bradesco, que estavam aposentados por invalidez, mas que tiveram o benefício suspenso pelo INSS, mesmo sofrendo com diversas patologias e sem condições mínimas de trabalho.

A bancária ficou afastada 14 anos e, dentre outros problemas, apresenta lesões visíveis no pé, que compromete sua locomoção e impossibilita que ela calce sapatos. Apesar disso, foi obrigada a retornar ao ambiente de trabalho, na agência de Candeias, onde permanece à disposição do banco.

O bancário está lotado na agência de Itapuã, em Salvador, para onde foi obrigado a retornar nesta segunda-feira (4/2), após 9 anos de aposentadoria. Ainda doente e sem condições de trabalho, teve uma crise nervosa logo após a apresentação no banco e precisou ser socorrido pelo Samu. A situação comoveu colegas e clientes, que ficaram revoltados com o descaso do Bradesco e do INSS com a saúde do trabalhador.

Os casos são acompanhados de perto pelo Sindicato dos Bancários da Bahia e a Federação da Bahia e Sergipe, que conseguiram uma a reunião com a Diretoria Regional do Bradesco no próximo dia 12, para debater a questão.

“Ficamos indignados com a forma como os trabalhadores estão sendo tratados pelo INSS, que tem determinado a volta ao trabalho de pessoas adoecidas. O Bradesco poderia evitar esta situação, mas faz exatamente ao contrário e expõe estes bancários a situações constrangedoras, como as observadas nesta segunda-feira. Diante de situação como estas fica uma dúvida: qual o real papel dos departamentos de saúde dentro dos bancos, se não é para cuidar das pessoas?”, ressaltou a diretora de Saúde da Feebbase, Andreia Sabino.

Ela acompanha o caso, juntamente com o diretor de Saúde do Sindicato da Bahia, Célio Pereira e o diretor Elder Perez.

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