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Comando debate defesa do BB e balanço dos bancos

22.2.21 reuniao comando nacional be223

Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira (22/2), por videoconferência, o Comando Nacional dos Bancários avaliou as ações contra a reestruturação no Banco do Brasil e debateu os dados dos balanços do Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander, referentes ao ano de 2020.

Os dirigentes sindicais de todo o país consideraram positivas as ações desenvolvidas até o momento em defesa do BB, que incluíram plenárias, assembleias, ações jurídicas, protestos e dois dias de paralisação contra o processo de reestruturação no banco.

O Comando definiu um calendário de mobilização, que terá um tuitaço contra a privatização do BB na próxima quinta-feira (25/2), a realização de plenárias conjuntas com funcionários de outras estatais, diálogo com a sociedade e a ampliação dos contatos com atores políticos, como vereadores, deputados, senadores, prefeitos e governadores para evitar o fechamento de agências, dentre outras atividades.

Para o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Hermelino Neto, que integra o Comando, a reunião foi muito importante para dar continuidade à luta em defesa do Banco do Brasil. “Neste momento de ataque é importantes envolver a sociedade neste debate. Enfraquecer o BB só interessa aos bancos privados”, afirmou.

Balanço dos bancos

O Comando discutiu também o balanço dos bancos - Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander- referentes a 2020. Os dados apresentados pelo Dieese mostram que a queda dos lucros dos quatro bancos foi mais contábil do que operacional, pois foi ancorado, em sua maior parte, pelo aumento das provisões para devedores duvidosos (PDD), embora o índice de inadimplência não tenha confirmado a expectativa de elevação. Além disso, a recuperação do ganho nos últimos trimestres do ano alcançou patamares acima do período pré-pandemia.

Os balanços mostram também a redução do emprego e das agências. Os quatro bancos fecharam 10.263 postos de trabalho em 2020 e 11.273 durante a pandemia. Foram fechadas também 1.375 agências bancárias no período. Estes números ainda podem crescer, uma vez que a Caixa ainda não divulgou os resultados de 2020.

Outra comprovação é o aumento da digitalização como legado da pandemia. As restrições de deslocamento obrigaram uma grande parcela dos clientes a migrar para os meios digitais, o que deve permanecer mesmo após o fim da crise sanitária, causada pelo coronavírus.

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