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Marcha contra a reforma da previdência reúne mais de 50 mil em Salvador

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Mais de 50 mil pessoas participaram de uma grande marcha contra a reforma da previdência na tarde desta quarta-feira (15/3), em Salvador. A caminhada começou no Campo Grande e segui pelas ruas do Centro até a praça Castro Alves, reunindo estudantes e trabalhadores de diversas categorias em um ruidoso protesto contra as propostas de reforma em tramitação no Congresso Nacional, que retiram direitos dos trabalhadores. Muitas pessoas vieram do interior do estado para participar das atividades do Dia Nacional de Luta e paralisações.

A multidão era tanta, que a marcha contou com a presença de dois trios elétricos e um carro de som, onde as lideranças sindicais e dos movimentos sociais se revezaram para alertar à população sobre os perigos da reforma proposta por Michel Temer, que aumenta o tempo de contribuição, institui a idade mínima de 65 anos para o acesso ao benefício e desconsidera a importância de regras especiais para aposentadoria dos trabalhadores rurais, professores e policiais civis, por exemplo, que são submetidos a condições diferenciadas de trabalho.

As lideranças falaram ainda da reforma trabalhista e dos projetos que tratam da terceirização, que também serão prejudiciais caso sejam aprovados.

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Os bancários estavam na linha de frente da manifestação, levando as bandeiras contra a reforma da previdência e a retirada de direitos da classe trabalhadores. Dirigentes da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, do Sindicato da Bahia e também de Irecê participaram da marcha no Centro de Salvador. Na parte da manhã, a categoria já tinha realizado uma paralisação nos bancos, que durou até o meio dia.

“A categoria bancária não poderia ficar de fora desta luta que é de toda a classe trabalhadora. As propostas de reformas previdenciária e trabalhista que tramitam no Congresso são muito danosas aos trabalhadores brasileiros, que perderão direitos importantes e ainda não poderão se aposentar. Como se isso não bastasse, eles querem aprovar ainda um projeto que permite a terceirização geral e irrestrita, que precariza também as relações de trrabalho. Não podemos aceitar tantas maldades. Por isso, não vamos sair das ruas até derrubar estas propostas”, afirmou o presidente da Federação dos Bancários, Emanoel Souza, durante a caminhada.

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A marcha marcou o final de um dia de intensas manifestações na cidade, que começou ás 7h, com um protesto na região do Iguatemi, uma das mais importantes da capital, e que reuniu cerca de 10 mil pessoas durante mais de 4 horas de protestos.

Professores das redes pública e privada, bancários, comerciários, servidores públicos, trabalhadores da construção civil e de outros segmentos também realizaram atividades em suas bases, paralisando a atividade durante alguma parte do dia.

Os protestos também tiveram forte adesão no interior do estado, com a realização de manifestações em cidades como Feira de Santana, Ilhéus, Jequié, Itabuna, Juazeiro, Porto Seguro, Vitória da Conquista e Eunápolis, sempre com a presença de um expressivo número de trabalhadores de diversas categorias. 

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