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Desemprego deve atingir 14 milhões de brasileiros em 2022

As previsões para o mercado de trabalho no Brasil em 2022 não são promissoras. Um informe da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta segunda-feira (17/1) rebaixou sua previsão de recuperação do mercado de trabalho brasileiro este ano, apontando que o país não vai nem sequer recuperar o nível de empregos que tinha antes da pandemia de Covid-19.

“Estamos vendo tanto um aumento de desemprego como uma redução do número de pessoas participando do mercado de trabalho”, diz o diretor-geral da OIT, Guy Ryder. “Se você agrega esses dois elementos, o que se vê é um sinal de uma situação preocupante no estado de saúde do trabalho.”

Em 2019, o número de desempregados no Brasil era de 12,5 milhões de pessoas. Em 2021, atingiu 14,3 milhões de pessoas. Para 2022, deve chegar a 14 milhões. Em termos percentuais, a taxa saiu de 11,9% em 2019 para 14,4% em 2021. Em 2022, ela será de 13,6% – taxa mais de duas vezes superior à média mundial.

Para a OIT, dificilmente o Brasil conseguirá voltar aos níveis de 2019 – e a recuperação pode ser adiada. Segundo Ryder, além do desemprego, milhões de brasileiros abandonaram “de forma significativa” o mercado de trabalho e não estão nem buscando mais emprego. Antes da crise sanitária, 62,2% dos brasileiros estavam no mercado de trabalho. Em 2020, a taxa caiu para 57,3% e, agora, continua abaixo dos índices de 2019, com 59%.

De acordo com a OIT, a situação do emprego no mundo viverá uma recuperação. Mas Ryder admite que esse processo será mais lento e mais difícil que se imaginava. Hoje, a agência projeta um déficit em horas trabalhadas globalmente equivalente a 52 milhões de empregos em tempo integral, em comparação ao quarto trimestre de 2019. A estimativa é duas vezes pior do que se previa, de 26 milhões de empregos equivalentes em tempo integral.

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