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Juro do cartão no Brasil tem taxas de agiota

Em nenhum lugar da América Latina existe uma taxa de juros cobrada por empresas de cartão de crédito como a brasileira. Aqui não podemos chamá-la de taxa de juros. Na verdade, são taxas só comparáveis à agiotagem, mas cobradas por bancos e empresas financeiras reguladas pelo Banco Central do Brasil. A afirmação é do mestre em economia pela USP Maurício Gutemberg, em artigo publicado no portal Uol, nesta sexta-feira, 24 de maio.

No texto, o economista mostra através de números que não há motivos para as taxas exorbitantes cobradas pelo uso do crédito rotativo no cartão de crédito no Brasil, principalmente se comparadas a outros países da América Latina, com situações econômicas parecidas. Na Argentina, por exemplo, a taxa média é de 66,3%, no México 34,48% e na Colômbia, 26,58%, enquanto no Brasil chegou a 299,45% em abril.

Para Gutemberg, uma das principais razões para o problema está na concentração bancária no país, que acaba possibilitando que os bancos possam cobrar taxas absurdas e ainda assim terem muitos clientes.

O movimento sindical bancário vem alertando sobre o problema há muito tempo. Denunciando a falta de concorrência e a forma com os bancos exploram clientes e funcionários. O problema pode ficar ainda pior, caso o governo prossiga com a política de desmonte dos bancos públicos e confirmem a privatização destas empresas.

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