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Manobra do governo aprova urgência para reforma trabalhista

Em mais uma manobra do Governo Temer, a Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (19), o regime de urgência para o substitutivo ao Projeto de Lei 6.787, a reforma trabalhista que acaba com os direitos previstos na CLT.

Um dia após a rejeição da proposta de urgência, numa derrota do governo, a base aliada insistiu em uma nova tentativa e aprovou com 287 votos a favor, 30 acima do número necessário, e 144 contrários. Em seguida, a sessão do plenário foi encerrada pelo presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Com a aprovação do regime de urgência, o projeto de reforma trabalhista deve ser votado na Comissão Especial na próxima terça-feira (25) e, no plenário da Câmara Federal, na quarta-feira (26. Não será possível pedir vista ou emendar a matéria na comissão que analisa o relatório do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN).

O relatório apresentado prevê a flexibilização da jornada de trabalho para até 12 horas, facilita as demissões, impõe o negociado sobre o legislado e acrescenta regras para o teletrabalho e o trabalho intermitente. A oposição protestou contra a nova votação do requerimento de urgência, um dia após sua rejeição pela casa.

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