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Bolsonaro quer acabar com o Enem e destruir sonhos da juventude

Durante todo esse ano, o clima tem sido de insegurança e descaso com Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). E, recentemente, na véspera da prova, trinta e sete servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) pediram exoneração dos cargos acusando o presidente do órgão de praticar assédio moral e ingerência nas provas. Some-se ainda a denúncia de que teria havido interferência do Ministério da Educação e da própria Presidência da República no conteúdo do exame.
Sem falar nas várias falhas no sistema de inscrição, impedindo que muitos estudantes soubessem onde seria o local da prova. Toda a bagunça envolvendo o Enem acontece no momento pandêmico em que as/os estudantes e a educação brasileira precisam de mais apoio. E a pergunta que fica na garganta dos estudantes é: O que o governo Bolsonaro está fazendo com o nosso futuro? Está destruindo o maior sonho dos estudantes brasileiros, principalmente daqueles que sabem que a educação pode salvar as suas vidas, no caso a juventude negra e indígena.

O Enem é a porta para um futuro melhor, é a porta para o ensino superior. O exame de 2021 tem o menor número de inscritos em treze anos. A prova, que já teve mais de 8,7 milhões de inscritos, recebeu em 2021 apenas 3,1 milhões de inscrições. Além disso, essa já é considerada a edição mais branca e elitista da história. Dos inscritos, apenas 11% eram negros. A principal porta de entrada para universidade parece fechada para a juventude negra, indígena e de baixa renda.

O Enem é um grande vestibular nacional utilizado por uma grande grande quantidade das universidades brasileiras. Com a nota da prova é possível tentar vaga em universidades públicas, através do Sistema de Seleção Unificada (SISU); ou em universidades privadas, por meio do Programa Universidade para

Todos (PROUNI) e do Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES). A importância do exame é inestimável. Ele permitiu que milhares de estudantes negras e negros entrassem em instituições que, historicamente, foram pensadas para a elite branca brasileira.

O Enem, que já foi sinônimo de acesso, hoje, no governo Bolsonaro representa a exclusão. O descaso com o exame faz parte do projeto de destruição da educação brasileira. Não é à toa que, desde o início de sua gestão como presidente, Bolsonaro vem atacando o Enem. Essa crise dentro do INEP e do MEC é apenas uma ponta do iceberg que coloca em risco a educação brasileira. O atual ministro, Milton Ribeiro, e os que o precederam, Ricardo Velez e Abraham Weintraub, são agentes dessa destruição.

Quantos não ficarão de fora das salas de aulas das universidades por conta do governo? Esse projeto político de exclusão e discriminação da população negra e de baixa renda não pode continuar. O Enem é uma política de Estado e não de governo. Defender o Enem é salvar o futuro de milhares de jovens e do Brasil. A saída para superar tudo isso, é tirar os responsáveis por essas ações do poder. Fora Bolsonaro e Milton Ribeiro!

Fonte: Vermelho

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