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Conselho de Usuários do Saúde Caixa cobra melhorias no desempenho do plano

O Conselho de Usuários do Saúde Caixa (formado por representantes eleitos pelos empregados e por indicados pela Caixa Econômica Federal) se reuniu, nesta quarta-feira (8/12) para tratar do desempenho do plano de saúde e as preocupações de atendimento relatados pelos empregados da Caixa utilizadores do plano.

Os principais pontos discutidos foram o atendimento e descredenciamento, a central de atendimento do plano de saúde e o relatório administrativo. O relatório atuarial de 2021, no entanto, não foi apresentado na reunião. A coordenadora do Conselho de Usuários, Zuleida Martins Rosa, disse que deverá ser realizada uma reunião extraordinária para a apresentação do respectivo relatório.

Segundo Zuleida são diversas as queixas dos usuários. A falta de transparência e a dificuldade de comunicação dos conselheiros eleitos com os coordenadores do plano, complicam mais a situação. As questões, segundo explicou, já tinham sido encaminhadas em comunicado eletrônico à VILOP e à VIEPE, vice-presidências da Caixa.

Os representantes da Caixa exibiram aos participantes da reunião uma apresentação sobre os quantitativos do Saúde Caixa e os principais números sobre a utilização do plano durante a pandemia. Com dados de 2020, foram mostradas as principais áreas de atendimento das especialidades da Medicina e a importante prevalência da modalidade teleconsulta no período da pandemia, que alcançou, principalmente, os usuários do interior.

Os conselheiros puderam acompanhar os comparativos com o atendimento presencial, procedimentos, em relação à 2019, além da apresentação dos canais de atendimento. Segundo os dados, os registros apontam 280 mil beneficiários cadastrados do Saúde Caixa (44% titulares e 56% dependentes) até o final do exercício do ano passado.

Atendimento e descredenciamento

Reclamações dos usuários do Saúde Caixa apontam que a situação é de muitos descredenciamentos na rede de atendimento. Conselheiros relataram, na reunião, que os credenciados alegam falta de pagamento e que, apesar de constarem em lista de estabelecimento com atendimento, quando o usuário telefona o profissional não se encontra disponível. Os representantes da Caixa alertam que muitos credenciados forçam essa situação para conseguirem aumento no pagamento dos procedimentos ou consultas e permanecem na relação de credenciados para conquistar novos clientes.

“O levantamento dos estabelecimentos credenciados não pode ser efetuado apenas uma vez por ano e novos credenciamentos devem ser feitos de acordo com a necessidade dos usuários de cada região. Os usuários adoecem mais por saberem que não conseguirão atendimento na rede credenciada, pois não há quem os atendam”, argumentou Zuleida.

O representante da empresa esclareceu que o processo de credenciamento e descredenciamento é feito após levantamento da rede credenciada regionalmente, mediante negociação. Os representantes disseram também que, em 2020, foram realizados 35 credenciamentos que foram situações estratégicas devido à situação da pandemia e 164 descredenciamentos automáticos de profissionais que não realizaram um atendimento durante um ano.

"Avançamos ao consignar no acordo coletivo a obrigatoriedade de a Caixa trazer periodicamente o número credenciados e descredenciados. Agora é fundamental a instalação imediata dos Comitês de Credenciamento e Descredenciamento regionais com a participação de representantes dos empregados para acompanhar a situação. O elevado número de Descredenciamentos aponta para uma preocupante realidade que é o sucateamento do plano. Não nos enganemos, os ataques de Pedro Guimarães aos empregados vêm de diversos modos: precarizar atendimento e a rede do nosso plano é mais um desses ataques. Se sua região está passando por problemas entre em contato com as entidades representativas", alerta Francisco Pugliesi (Chico), membro do Conselho e diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Central de atendimento do plano de saúde

“O usuário quer saber se o atendimento funciona e o que vamos fazer para o processo funcionar em relação à central de atendimento ao usuário”, disse Zuleida Rosa. “Tem sido de um volume muito grande as reclamações”, disse a conselheira Marcia Krambeck. A Gesad informou que os problemas iniciais com a nova Central de Atendimento tiveram causas diversas, mas que estão iniciando um ritmo de trabalho mais satisfatório e que em breve o atendimento estará normalizado.

A conselheira eleita Marilde Zarpellon falou que a checagem das reclamações dos usuários é realizada de forma criteriosa, mas admitiu a necessidade de aprimoramento da comunicação com os usuários e a elaboração de um processo educativo para o uso adequado do plano.

A pauta tratou ainda da melhoria no atendimento aos usuários autistas, com a liberação de mais consultas aos profissionais na área de Psicologia, Fonoaudiologia e outros profissionais relacionados a tratamento.

Fonte: Fenae.

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