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Em Feira, bancários se vestem de preto contra o desmonte do BB

Centenas de funcionários do Banco do Brasil mostraram força e união contra o Performa, no Dia Nacional de Luta, nesta quarta-feira (12/02). De preto, participaram de manifestações em diversas cidades da Bahia e retardaram a abertura das unidades em uma hora.

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Em Feira de Santana, o Sindicato dos Bancários realizou atos no prédio da Superintendência, agência Getúlio Vargas, Agência Estilo, Agência Maria Quitéria e Agência Boulevard, contra o desmonte do Banco do Brasil. Os trabalhadores aderiram ao movimento e cruzaram os braços por 1 hora contra a reestruturação (PERFORMA) e pelo total desmonte do banco que está sido promovido pelo governo atual, mostrando que só com unidade os retrocessos do programa de "eficiência" podem ser barrados.

A reestruturação impõe, entre outros prejuízos, a redução dos salários com a diminuição do VR (Valor de Referência) além de criar diferenças entre trabalhadores com o mesmo cargo. O diretor do Sindicato e funcionário do Banco, Sergio Ricardo, ressaltou a importância do movimento sindical para impedir a implementação da medida 'perversa' e unilateral. "Precisamos nos manter unidos e mobilizados para barrar os prejuízos advindos dessas investidas tão danosas aos trabalhadores”. José Venas, diretor do Sindicato de Feira, ressaltou a sua felicidade ao observar que os funcionários do Banco atenderam ao chamado do movimento sindical e participou em peso do movimento, demonstrando a sua vontade de resistir e buscar alternativas para o enfrentamento contra as medidas danosas do banco.

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A unidade dos empregados também foi reforçada pelo secretário geral do Sindicato, Helmiton Sousa, que alertou os trabalhadores em relação ao enfrentamento contra a reestruturação que também está sendo promovida na Caixa Econômica, que fará o seu protesto amanhã, dia 13/02 e também sobre as dificuldades enfrentadas pelos empregados da Petrobras que completam 11 dias de greve e que, apesar de ter tido sua greve julgada legal pelo TST, este impôs severas condições ao movimento, ao determinar, por exemplo, que 90% dos efetivos operacionais sejam mantidos, proibição de realização de piquetes, além de impor multa diária de R$500 mil para a FUP e os sindicatos do Rio, Bahia e Espirito Santo e mais R$250 mil para os demais sindicatos.

A presidente do Sindicato dos Bancários de Feira, Sandra Freitas, destacou a importância do BB para o Brasil e toda população. O banco público é responsável por, aproximadamente, 70% da carteira de crédito rural do país e a ameaças de privatização não fazem sentido.

"Só com a participação e envolvimento dos trabalhadores nas atividades iremos mostrar a nossa força e que sem os funcionários a empresa não tem como funcionar. E hoje conseguimos dar um grande passo para isso. É preciso que o Banco do Brasil e o governo os verdadeiros responsáveis pelos resultados e solidez do Banco do Brasil”, disse Sandra.

“Parabenizamos a todos os bancários que participaram, de alguma forma, desse movimento de resistência e a toda a diretoria do sindicato que se envolveu na mobilização e que participou efetivamente das manifestações, garantindo o sucesso desse protesto”, concluiu a presidente.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Feira de Santana.

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