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GDP mostra a destruição da política de pessoas da Caixa

Além da sobrecarga de trabalho, os empregados da Caixa vêm sofrendo também com os prejuízos do mecanismo de “curva forçada”, introduzido no programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) da empresa em 2021.

Considerado ultrapassado, o mecanismo foi abandonado pelas empresas privadas na década de 1980, por não aumentar o desempenho dos trabalhadores e ser utilizado apenas para diminuir salários e justificar demissões. Mesmo sabendo disso, a direção da Caixa insistiu em implantar a “curva forçada”, sob o argumento de que ela criaria uma nova cultura empresarial nos empregados.

O resultado é a piora do GPD, que já era ruim por utilizar critérios subjetivos e opressores para a avaliação dos empregados. Além disso, aumentou o assédio, a pressão pela venda de produtos e o adoecimento dos bancários da Caixa.

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Conforme o Regulamento do Ciclo 2021 da GDP, todos os grupos de avaliação terão limite de 5% dos empregados avaliados com o desempenho “excelente” e 30% com “excelente” e “superior”. “Além disso, limita a quantidade de empregados que podem ser classificados como excelente, também define que 5% será mantido como ‘insatisfatório’. Um absurdo!

Para o diretor da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe e membro da Comissão dos Empregados da Caixa, Sâmio Cássio, esse mecanismo estimula a prática da liderança coercitiva por alguns gestores. “Esse modelo, de liderança através do uso da força, está levando diversos colegas ao adoecimento. Segundo pesquisa realizada pela Fenae, 80% dos empregados da Caixa sofrem de doenças relacionadas ao trabalho e 33% destes, estão afastados por depressão, 26% sofrem de transtorno de ansiedade, 13% apresentaram sintomas da Síndrome de Bounout e outros 11% apresentam Síndrome de Pânico. Esse modelo de gestão aterroriza os empregados e não traz resultados sustentáveis para a Caixa”, ressalta.

Diante da piora no ambiente de trabalho, a CEE vai cobrar que a Caixa cumpra a promessa de debater a GDP com os empregados e suas representações sindicais.

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