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Lucro dos bancos dispara e aumenta 17,4%

Não há nada capaz de abalar o lucro dos bancos. Pelo contrário. Enquanto os demais setores sentem os reflexos da pior crise política e econômica dos últimos anos, as organizações financeiras veem a lucratividade disparar. No ano passado, a alta foi de 17,4% ante 2017.

Somado, o resultado chegou a R$ 98,5 bilhões, o maior desde o início do plano Real, em 1994, segundo o Banco Central (BC). Quer dizer, enquanto os brasileiros sentem os efeitos da política de austeridade, com o aumento do desemprego, elevação do custo de vida, achatamento dos salários e corte de direitos, o sistema financeiro nada em maré mansa. E boa parte desse dinheiro vem da dívida pública, paga pelo governo federal.

Outros fatores influenciam o crescimento do lucro, como a redução de despesas administrativas e de recursos reservados para cobrir calotes de clientes, aponta o BC. Os bancos tinham R$ 120 bilhões reservados para cobrir inadimplências em 2016. O número começou a cair em 2017, passando para R$ 90 bilhões e chegou a R$ 70 bilhões em 2018.

O corte de despesas com pessoal é outro fator. As organizações financeiras reduzem o número de empregados, fecham agências e transferem os serviços para os clientes que ainda pagam tarifas absurdas. Resumindo, no Brasil, os bancos estão sempre ganhando. Seja por meio de cortes e cobrança de juros abusivos, seja por meio do dinheiro do povo pago pela União.

Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia

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