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Negros e mulheres estão em menor número entre magistrados

Um estudo de perfil dos magistrados brasileiros realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostra que 80,3% se declaram brancos, 18% afirmam ser negros e 1,6% de origem asiática. A pesquisa eletrônica por formulário no site do CNJ teve a participação de 62,5% dos magistrados (11.348) de um total de 18.161 juízes, desembargadores e ministros dos tribunais superiores.

Além da pouca representatividade negra (20%), há também disparidade entre homens e mulheres na ocupação de cargos. Apesar do aumento em comparação à década de 1990, quando a ocupação feminina era de 25%, os 37% divulgado na pesquisa desta quinta-feira (13/09) ainda está longe de refletir a luta das mulheres (que estudam mais que os homens) pela inserção em diversos setores. Para a diretora do Departamento de Pesquisas do CNJ Maria Tereza Sadek, “é possível que haja uma dose de preconceito já que para entrar, mulheres e homens competem por meio de provas. No entanto, algumas progressões dependem de indicações”.

No quesito religião, a maioria (57,5%) se declarou católica, seguidos pelos espíritas (12,7) e evangélicos tradicionais (6%). Os que declararam não ter religião somam 18%. A média de idade obtida foi de 47 anos.

Somando a todos esses dados os dados a respostas de estado civil (80% casados ou em união estável), 10% de solteiros, 9% divorciados e 1% viúvos, o perfil da magistratura no país é de homem, branco, casado e com filhos. A primeira pesquisa de perfil os magistrados foi em 2013 e o próximo senso será em 2020.

Por Rafael Santos

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