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Trabalhadores conseguem manter direitos e reajustes em meio a pandemia

Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, os trabalhadores vêm provando certo poder de resistência nas negociações salariais de 2020. É o que aponta a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Para chegar neste resultado, foram analisados 4.938 reajustes salariais de categorias com data-base entre janeiro e agosto de 2020. Segundos dados, cerca de 43% dos reajustes resultaram em aumentos reais aos salários, 29% em acréscimos iguais à inflação e 28% em perdas reais, com base na variação da inflação desde o último reajuste de cada categoria pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em junho, no melhor resultado do ano, 53% dos reajustes ficaram acima da inflação, e somente 14%, abaixo. Já em janeiro, foi registrado o pior resultado para o ano, quando ganhos reais foram observados em 30% das negociações, e perdas, em 36%.

Para o Dieese, as dificuldades em negociar reajustes salariais durante a pandemia ainda são grandes. Várias negociações de acordos ou convenções coletivas foram adiadas nos primeiros meses do ano. Somente em agosto, o quadro começou a se reverter, quando um conjunto de categorias com data-base no primeiro semestre registrou aditivos com reajustes salariais, alguns deles sem efeito retroativo.

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