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Variante ômicron representa risco elevado para o mundo

A nova variante ômicron do coronavírus representa um “risco muito elevado” para o planeta, advertiu nesta segunda-feira 29 a Organização Mundial da Saúde (OMS), paralelamente ao aumento do número de países em que foi detectada, uma situação que levou o G7 a convocar uma reunião de emergência.

“Dadas as mutações que poderiam conferir a capacidade de escapar de uma resposta imune, e dar-lhe uma vantagem em termos de transmissibilidade, a probabilidade de que a ômicron se propague pelo mundo é elevada”, afirmou a organização, ao mesmo tempo que destacou que até o momento nenhuma morte foi associada à mutação.

“Em função das características podem existir futuros picos de covid-19, que poderiam ter consequências severas”, acrescentou a OMS em um documento técnico, que também apresenta conselhos às autoridades para tentar frear seu avanço. No momento ainda persistem muitas dúvidas sobre a virulência e transmissibilidade da variante.
A ômicron foi identificada pela primeira vez na semana passada na África do Sul.

O país da África registrou nas últimas semanas um rápido aumento dos contágios: no domingo foram 2.800 novos casos, contra 500 da semana anterior. Quase 75% das infecções contabilizadas nos últimos dias foram provocadas pela nova variante.

“Embora a ômicron não seja clinicamente mais perigosa e que os primeiros sinais ainda não sejam alarmantes, provavelmente veremos um aumento de casos devido à velocidade de transmissão”, disse o epidemiologista sul-africano Salim Abdool Karim, que prevê que o país alcançará 10.000 novos casos diários de coronavírus até o fim de semana.

Vários países já detectaram casos vinculados a esta variante, incluindo Reino Unido, Alemanha, Canadá, Holanda e Israel. E a lista aumentou nesta segunda-feira, com o anúncio de contágios em Portugal, Áustria e Escócia.

Sintomas leves
Poucos dias depois do anúncio por cientistas da África do Sul sobre a descoberta da nova variante, que tem mais mutações que as anteriores detectadas do coronavírus, o hospital Bambino Gesu de Roma conseguiu a primeira “imagem” da ômicon e confirmou que efetivamente tem mais mutações que a delta, mas isto não significa que é mais perigosa, de acordo com os pesquisadores Angelique Coetzee, presidente da Associação Médica Sul-Africana declarou à AFP que observou 30 pacientes nos últimos dias que testaram positivo para covid-19 e se recuperaram sem a necessidade de hospitalização. O principal sintoma foi o cansaço.

Vários países reforçaram as restrições, inclusive com o retorno dos confinamentos, como Áustria e Holanda, onde aconteceram protestos, incluindo alguns que terminaram em confrontos violentos.
No Reino Unido, na terça-feira entrarão em vigor novas regras sanitárias, incluindo o uso de máscaras em estabelecimentos comerciais e nos transportes públicos, assim como restrições para os passageiros procedentes do exterior.

Fonte: Carta Capital

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