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Sucessão presidencial em 2018

Vivemos hoje uma situação complicada e indefinida na política brasileira. Diante de tantas denúncias de corrupção, Michel Temer insiste em continuar como se nada estivesse acontecendo e, ainda por cima, quer continuar no Congresso Nacional o processo das reformas antipopulares contra o povo brasileiro.

Neste contexto, o povo tem ido às ruas com o grito "Diretas Já!" e "Fora, Temer!" no Brasil inteiro. Aqui na Bahia, no último domingo (11), foram mais de 100 mil no Farol da Barra. As centrais sindicais e os movimentos sociais convocam a segunda greve geral. Em particular, no nosso estado, a CTB Bahia fez seu congresso estadual da Bahia nos dias 9 e 10 de junho, com a participação de 600 delegados afinados na construção da greve geral proposta para o dia 30 de junho.

Diante deste quadro começamos a discutir a sucessão presidencial de 2018. O desdobramento do cenário atual e mais as expectativas do caminho com parte do Judiciário ligada ao PSDB e ao juiz Sergio Moro, com apoio da mídia que percebendo a liderança de Lula nas pesquisas, pode apontar para a prisão deste e com isso enfraquecer as esquerdas na sucessão.

Por outro lado, diante de tudo que aconteceu até agora com a saída injusta de Dilma e a entrada de Michel Temer no governo, o Brasil ficou dividido e a nossa democracia foi aviltada com essa situação. Assim, precisamos articular uma frente ampla que não precisa ser de esquerda, pelo contrário, com formatação de centro com participação de esquerda, com o objetivo de lançar nova candidatura com um programa democrático que tenha compromisso de fazer amplas reformas e restabeleça a nossa democracia e recoloque nossa economia no lugar certo.

Enfim, o Brasil foi desmontado neste último período e precisa retomar o caminho do crescimento renovado em um patamar maior do que estava nos governos Lula/Dilma. Sob pena de assistirmos à direita se unir no segundo turno e derrotar o candidato da esquerda e a receita amarga neoliberal voltar e sacrificar mais uma vez o povo brasileiro. É bom lembrar que algo parecido aconteceu na nossa vizinha Argentina.

Logo, portanto, é preciso montar nosso plano B. Porque existe uma necessidade concreta de restabelecer nossa democracia e o crescimento da economia. Por outro lado é necessário que a esquerda se prepare para não ser surpreendida.

joao milton2 João Milton é diretor da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe

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