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Em reunião em Genebra, CTB avalia seu papel na FSM

Na manhã de segunda-feira (9) foi realizada uma reunião dos filiados e amigos da Federação Sindical Mundial (FSM) que estão presentes na Conferência Internacional do Trabalho da OIT. O secretário-geral, George Mavrikos, fez uma apresentação das realizações e atividades da FSM durante este ano, comunicando a solicitação de filiação de mais 60 organizações. 


A FSM conta em suas fileiras com 193 organizações sindicais que representam 95 paises e 67 milhões de trabalhadores. Em seguida, várias intervenções lembraram a importância da FSM e, principalmente, o seu crescimento e a necessidade de se desenvolver o sindicalismo classista em todo o mundo.


Durante as intervenções, vários sindicalistas manifestaram seu repúdio à perseguição, ameaças e assassinato de sindicalistas na Colômbia.


Além disso, foi apresentada a proposta de continuar a luta política pela libertação dos cinco cubanos, preso nos Estados Unidos. Um novo ritmo foi dado ao caso no último dia 4, quando os tribunais norte-americanos reforçaram a condenação de dois deles e uma nova decisão sobre os outros três.


Wagner Fajardo, secretário-geral da UIS-Transporte e presidente da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro), fez uma intervenção representando também a Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Ele disse que A CTB tem buscado divulgar as idéias e a plataforma da FSM no Brasil, e também tem ajudado nos encontros das UIS.


O exemplo mais recente, segundo Fajardo, foi a participação de dirigentes e sindicalistas da CTB no congresso da UIS-Metal, que elegeu representantes brasileiros para sua direção. "Outra iniciativa foi realizada no ultimo final de semana num encontro de sindicalistas da UIS-Construção, que ocorreu no Sindicato dos Marceneiros de São Paulo", destacou.


Veja a íntegra do discurso de Wagner Fajardo:


"Começo minha intervenção apresentando uma saudação especial a todos os companheiros filiados e amigos da FSM. Represento aqui a UIS-Transporte, que foi reorganizada em seu último congresso em dezembro. Represento ainda a Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).


Nossa UIS-Transportes, mesmo com as dificuldades, deu alguns passos no sentido de se apresentar ao conjunto do movimento sindical dos trabalhadores em transporte e para isso realizou algumas ações de solidariedade e de apoio as lutas desenvolvidas em nosso setor.


Até o final desta semana, já deve entrar no ar o novo sitio da UIS-Transporte, com o endereço http://www.uis.transporte.org/, que objetivamos seja um instrumento para divulgar nossas propostas, nossas lutas, e nossa solidariedade com os trabalhadores e principalmente com os trabalhador do setor de transporte em todos os continentes.


Este também deverá ser mais um instrumento para divulgação das propostas e opiniões dos sindicalistas classistas que atuam na Federação Sindical Mundial.


Já no Brasil, a Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), que foi fundada em dezembro de 2007, como disse o companheiro Neto da CGTB, frente a dificuldade de construirmos um 1º de Maio unitário no principal centro operário do Brasil, que é São Paulo, cada central organizou seu ato, mas com uma luta unitária pela redução da jornada de trabalho.


Nossa central, a CTB, realizou seu ato em um dos bairros mais populares e densos da capital paulista, que concentrou aproximadamente 4000 pessoas. Tivemos o privilégio de contar com a participação do Secretario Geral da FSM, George Mavrikos, e do companheiro Ramon Cardona, secretario para as Americas.


A CTB tem buscado divulgar as idéias e a plataforma da FSM no Brasil, e também tem ajudado nos encontros das UIS. O exemplo mais recente foi a participação de dirigentes e sindicalistas da CTB no congresso da UIS-Metal, que elegeu representantes brasileiros para sua direção. Outra iniciativa foi realizada no ultimo final de semana num encontro de sindicalistas da UIS-Construção, que ocorreu no Sindicato dos Marceneiros de São Paulo.


Nosso esforço também em ampliar a influência do sindicalismo classista, e o maior esforço se deu com a coordenação de nosso companheiro, João Batista Lemos, da direção da CTB, no Encontro Nuestra America, que conseguiu a participação de 17 países e tirou resoluções importantes para intensificar a luta anti-capitalista e anti-neoliberal.


Do ponto de vista político nosso país vive um momento muito especial para os trabalhadores. O esforço unificador das lutas que sempre caracterizam o sindicalismo classista, tem sido um importante instrumento para se contrapor as investidas dos setores conservadores.


O presidente Lula, no último mês de abril, graças à ação unificada das centrais sindicais que construíram um projeto de lei unitário, sancionou a lei de legalização das centrais sindicais, que representa um marco histórico do sindicalismo brasileiro, pois as centrais nunca foram consideradas legalmente como entidades sindicais. Valorização do salário mínimo, erradicação do trabalho escravo e infantil, tem tido avanços importantes, principalmente em função da luta unitária entre as centrais sindicais.


Mas a luta, no entanto continua para evitar retrocessos, pois a pressão dos setores conservadores tem sido muito grande, tanto nos ataques aos direitos trabalhistas como também nos previdenciários. O momento tem sido de avanços e cremos que é possível continuar nesta jornada, principalmente com a unidade do movimento sindical.


Finalmente, quero convidar a todos os companheiros que aqui estão que levem às organizações de trabalhadores em transporte que façam contato e se filiem a nossa UIS-Transporte e possamos reorganizar e unificar a luta dos trabalhadores em transporte, junto com as demais UIS, construindo a unidade de todos os trabalhadores do mundo.


Quero também manifestar, em nome da CTB, nossa solidariedade com o esforço pela conquista da representação da FSM no conselho de administração da OIT e garantir a representação na conferencia de suas entidades filiadas. Manifestar também nossa plena solidariedade aos sindicalistas colombianos.


Contem com a UIS-Transporte e com CTB para ampliar a influência da FSM e de suas propostas."

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