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Os sindicalistas reafirmaram a importância da Minuta Específica apresentada ao Itaú. O documento agrega reivindicações sobre quatro temas: remuneração total; saúde e condições de trabalho; enquadramento sindical e previdência complementar.
"A Minuta apresentada pela COE contempla nos seus eixos de discussão a remuneração (fixa e variável), o clima organizacional e o fim da cobrança abusiva de metas. Aliás, a pressão pelo cumprimento das metas tem gerado uma série de problemas de adoecimento (físico e mental) entre os funcionários", ressalta Wanderley Crivellari, coordenador da COE Itaú. "O enquadramento sindical dos trabalhadores da holding e a Previdência Complementar são assuntos nos quais esperamos conseguir avanços junto ao Itaú", complementa.
Serão agendadas reuniões para tratar destes temas. A primeira deverá ocorrer daqui a 15 dias, com o Comitê de Acompanhamento do Plano de Saúde (CAPS). Dentre as várias cobranças que também foram apresentadas pelos sindicalistas, está o recebimento da apólice do seguro de vida em grupo, à qual os funcionários não têm tido acesso, e o crédito dos auxílios alimentação e refeição no dia do pagamento.
Novidades do banco
Na reunião foi apresentada a nova denominação da área de recursos humanos: ela passará a ser designada de ADPP - Área de Desenvolvimento e Performance de Pessoas, composta por seis diretorias, sendo uma delas a de Relações Sindicais.
Os representantes do banco também informaram sobre a criação da "Escola Itaú de Negócios", com o objetivo de formar lideranças dentro da empresa; a constituição de um "ombudsman", cuja equipe deverá se dedicar a ouvir queixas dos funcionários; e a confecção do "Demonstrativo de Compensação Total", que será anual e trará, dentre outras coisas, informações sobre a remuneração recebida pelo funcionário.
PAC - Os sindicalistas destacaram um dos pontos que compõem a Minuta Específica: a Previdência Complementar, mais precisamente questões relativas ao PAC (Plano de Aposentadoria Complementar).
O PAC, um dos planos de benefícios previdenciários administrados pela Fundação Itaubanco, encerrou o ano de 2007 com um patrimônio considerável, na ordem de R$ 8 bilhões. O montante acumulado é suficiente para honrar o compromisso com os 2.976 aposentados e os 27.647 trabalhadores da ativa admitidos no Itaú até 31 de julho de 2002. Este compromisso representa atualmente cerca de R$ 7 bilhões. Portanto, o plano já acumula um superávit próximo de R$ 1 bilhão.
Hoje em dia, são flagrantes os casos daqueles que, ao se aposentar, não podem contar com um benefício que mantenha o poder aquisitivo nesta nova fase da vida. Este aspecto foi agravado em 2003, com a mudança do caráter complementar do plano para um modelo de pagamento de suplementos, a partir da imposição do chamado "fator W". O "fator W" é uma fórmula complicada que, a cada ano contado a partir de 01/09/2003, diminui o valor do benefício a ser recebido no futuro.
Outro ponto diz respeito à inclusão dos funcionários contratados a partir de agosto de 2002 (quando o PAC foi fechado) e que estão sem fazer parte de nenhum fundo de pensão. Já são mais de 10 mil funcionários nesta condição.
Itaubank - Outra reivindicação diz respeito ao Fundo de Pensão dos funcionários do BankBoston (Itaubank). Desde a aquisição daquele banco pelo Itaú, a COE-Itaú tem cobrado a alocação deste Fundo na Fundação Itaubanco, onde estão o PAC, o Franprev, o Plano de Benefícios 002 do Bemge e os planos da Itaulam. Existem ainda outros dois Fundos que administram planos de benefícios patrocinados pelo Itaú: o Funbep (oriundos do Banestado) e o Prebeg (oriundos do BEG).
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