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CNI mostra que 54% das empresas já demitiram e 36% vão cortar mais

A consulta empresarial realizada pela CNI mostra que 80% das empresas ouvidas adotaram alguma ação em relação a seus trabalhadores em função da crise internacional. Em 54% delas, a demissão de funcionários ou a suspensão de serviços terceirizados foi a saída. Outros 53% responderam que suspenderam as contratações planejadas, 32% concederam férias coletivas, 27% adotaram banco de horas e 9% reduziram a jornada de trabalho e salários. A soma dos porcentuais, segundo a CNI, supera 100% porque as empresas podem assinalar mais de uma opção.
 
A pesquisa mostra também que 36% das empresas entrevistadas pretendem demitir ou suspender serviços terceirizados, como reação à crise. Outros 24% disseram que pretendem reduzir jornada de trabalho ou de salários, e 22% afirmaram que devem suspender as contratações planejadas.
 
Na percepção da indústria, segundo a pesquisa, as medidas adotadas pelo Banco Central para atenuar a escassez e o alto custo do crédito não estão sendo efetivas, conforme resposta de 40% dos empresários consultados. Para 54%, as medidas estão sendo efetivas de forma moderada e apenas 4% afirmaram que as medidas estão surtindo efeito de forma significativa.
 
Para 39% dos empresários, as medidas do governo federal para reaquecer a economia também não estão fazendo efeito. Por outro lado, 57% responderam que as medidas estão funcionando de forma moderada e, para 3%, estão sendo eficazes de forma significativa.
 
Ao serem questionadas sobre qual deve ser o foco das ações governamentais para contornar os efeitos da crise, 63% dos empresários da indústria assinalaram a opção redução de tributos. Outros 51% marcaram corte de juros e do spread bancário. Em terceiro lugar, ficou a necessidade de aumentar a oferta de financiamento para capital de giro (30%).
 
A sondagem também mostrou que 31% dos empresários acreditam que a crise terá fim em 2009,
sendo que 10% do total geral avaliam que isso ocorrerá ainda no primeiro semestre deste ano e 21%,
no segundo semestre. Mas, para 35% dos entrevistados, a crise só será superada em 2010, e 12%
acreditam que a crise só terminará após 2010 (numa somatória de 47%).
 
A CNI ouviu 431 empresas industriais, sendo 75 de grande porte, 147 de médio porte e 209 pequenas
empresas.

CTB

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