Menu
redes sociais 2023

BA: Wagner diz que a oposição ao seu governo sai derrotada

Logo após o anúncio da reeleição do prefeito João Henrique (PMDB) em Salvador, o governador da Bahia,Jaques Wagner, deu entrevista à imprensa para falar sobre o resultado da eleição mais disputada dos últimos tempos na cidade. Em coletiva no Palácio de Ondina na noite deste domingo (26/10), o governador parabenizou os dois candidatos pela campanha e declarou que manterá todos os compromissos com a Prefeitura, apesar das críticas ao seu governo feitas pelo peemedebista durante o segundo turno.

O governador fez questão de lembrar que apesar do acirramento da disputa na capital, o PMDB faz parte da sua base aliada e a vida volta ao normal a partir de amanhã. "Durante a campanha, eu fiz minha opção por Pinheiro por achar que ele era melhor para a cidade, mas o povo de Salvador preferiu dar mais quatro anos de governo a João Henrique e eu respeito a vontade do povo. Eu governo o estado procurando a composição e o PMDB é parte da minha base de sustentação ", afirmou Wagner.


Apesar de toda a pressão da imprensa, Jaques Wagner disse que ainda não decidiu sobre sua relação com o PMDB após a eleição em Salvador. "Não faço política com mágoa. Mas considero que as críticas feitas por JH ao meu governo e ao meu partido, principalmente no segundo turno, foram equivocadas e criaram dificuldades, que eu vou avaliar se são insuperáveis ou não e se vamos mudar o rumo da caminhada. Manterei como sempre mantive uma relação cordial com o prefeito, que é parte da minha base aliada", ressaltou Wagner lembrando do comportamento do PMDB durante a disputa em Salvador.


Wagner lembrou ainda que a reeleição de João Henrique não representa uma derrota para seu governo. "Eu me considero duplamente vitorioso. Eu cheguei nesta campanha dizendo que três candidatos faziam parte da minha base de apoio Pinheiro, João Henrique e Imbassahy. Todas as pesquisas diziam que o segundo turno seria entre ACM Neto (DEM), este sim oposição ao governo estadual e federal, e Imbassahy, oposição ao governo federal e base de sustentação do governo estadual. Não sei o que houve com as pesquisas, mas no segundo turno deu João Henrique e Pinheiro, ambos da base de apoio de Wagner e Lula. Eu não poderia me sentir derrotado, pois eu lutei o tempo todo para não ter um opositor na Prefeitura de Salvador e não tenho um opositor", reafirmou.


Questionado sobre a possibilidade da aliança entre o DEM, de ACM Neto, e o PMDB, feita no segundo turno em Salvador, inviabilizar  em 2010 a manutenção da base que o elegeu em 2006 Wagner foi enfático. "A aliança entre o PMDB e o DEM é uma questão que deve ser resolvida entre eles. Tenho que aguardar para saber se foi uma aliança pontual em um segundo turno de eleição ou se é a união em torno de um projeto político. Só depois de saber exatamente o teor do compromisso entre os dois é que posso formar qualquer opinião", ponderou Wagner.


De Salvador,
Eliane Costa

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar