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Cresce adesão à greve da Embrapa

80% dos trabalhadores paralisaram suas atividades nesta quarta


A greve iniciada nesta terça-feira (2/6) em quase todas as unidades da Embrapa está crescendo. Até mesmo os trabalhadores de seções sindicais que não haviam aprovado o movimento também paralisaram, somando-se aos milhares que permanecem mobilizados na luta pela manutenção de conquistas e por nenhum direito a menos.

A Diretoria Nacional do SINPAF parabeniza esses bravos filiados que não deixam de atender à convocação do Sindicato nos momentos em que a pressão sobre a empresa é necessária. Mesmo com as ameaças feitas por várias chefias, os trabalhadores não se intimidaram na defesa de seus direitos.

A greve conta com uma adesão de 80% e tende a crescer. Em vários estados os dirigentes sindicais estão se mobilizando em busca de apoio político, levando as reivindicações dos trabalhadores às câmaras de vereadores e assembléias legislativas. A imprensa também tem divulgado a greve. Esse tipo de apoio não só dá eco às nossas reivindicações como também gera um apoio político considerável.


O fim do movimento grevista depende unicamente da Embrapa, que além de tomar decisões de caráter político para atender às reivindicações dos trabalhadores também deve negociar as cláusulas econômicas da pauta com o governo. A decisão dos trabalhadores foi uma reação à retirada de uma conquista, de forma intransigente, pela empresa, antes de concluir a negociação do ACT 2009/10. Aliás, antes mesmo de iniciar, de fato, a negociação.

A greve é um instrumento legítimo ao qual os trabalhadores só recorrem em último caso, quando já não são mais ouvidos pelos patrões. E essa é a situação dos trabalhadores da Embrapa. "O cálculo do adicional de insalubridade sobre o salário-base foi uma das conquistas mais significativas do ano passado, portanto, não poderia ser outra a reação dos trabalhadores senão a greve, já que a Embrapa firma uma posição ferrenha e equivocada sobre a questão", explica Valter Endres, presidente do Sindicato.

Empresa não permite avanços
Durante as rodadas de negociação, a empresa não permitiu avanços nas questões que dependem unicamente de decisões políticas. As cláusulas econômicas foram todas suspensas e até o momento não temos notícias de que a diretoria da empresa tenha buscado negociar essas reivindicações com o governo.

Reivindicações
Além de rever sua política de caracterização da atividade insalubre, a Embrapa também deve reconhecer a formação profissional de seus trabalhadores, readequar a tabela salarial, promover isonomia de benefícios entre novos e antigos contratados e promover ambientes laborais saudáveis. Essas são decisões de caráter político. Quanto às questões econômicas, os trabalhadores não abrirão mão de reajuste salarial com ganho real.
 
Comissões de negociação se reúnem novamente amanhã
Amanhã (4/6), as comissões de negociação do SINPAF e da Embrapa se reunirão de manhã para mais uma rodada de negociação. A expectativa é que a empresa apresente propostas capazes de possibilitar um acordo. "Somente a mudança na posição adotada pela diretoria da Embrapa poderá determinar quando os trabalhadores voltam ao trabalho, o que só acontecerá quando houver um acordo benéfico para o conjunto da categoria", afirma Valter Endres, presidente do SINPAF. A comissão de negociação do SINPAF já está reunida na sede do Sindicato.

Além dos dirigentes nacionais em Brasília, também participarão da rodada de negociação com a Embrapa, amanhã, os diretores regionais Sydney Itauran Ribeiro (Norte), José Carlos Sá Ferreira (Sudeste) e Valdomiro Pereira Farias (Centro-Oeste), além dos dirigentes sindicais Denis Pechotti (Seção Sindical Bento Gonçalves), Cláudio Schimulfening (Seção Sindical Pelotas), Vanderlei Severino (presidente da Seção Sindical Embrapa Gado de Corte) e Elias Moura Reis (Seção Sindical Embrapa Petrolina). A negociação acontecerá em meio à mobilização dos trabalhadores das unidades da Embrapa no Distrito Federal.

Grande mobilização na Embrapa Sede nesta quinta
Os trabalhadores da Embrapa Cerrados, Embrapa Hortaliças e Embrapa Cenargen estarão mobilizados na Embrapa Sede durante esta quinta-feira, quando as comissões de negociação do SINPAF e da Embrapa se reúnem. Caso a Embrapa apresente propostas, os trabalhadores irão delibera em assembléia.

A Diretoria de Divulgação e Imprensa divulgará boletins com as novidades da negociação na página eletrônica do Sindicato (
http://www.sinpaf.org.br/).
 A diretoria da Embrapa certamente já está sentindo a pressão dos trabalhadores, mas a mobilização na Sede aumenta essa pressão, já que os diretores poderão sentir de perto a nossa disposição lutar e a firmeza na defesa de nossos interesses.


Seções sindicais informam sobre movimento grevista


Rondônia

A Seção Sindical SINPAF Rondônia está divulgando o movimento grevista num blog próprio:
http://sinpafronline.blogspot.com/. Lá, segundo notícias do blog, a chefia adjunta administrativa descumpriu o acordo feito com o Sindicato sobre os serviços essenciais, que incluía apenas os trabalhadores que tratam com animais.
 A chefia determinou, porém, a execução de serviços bancários, mesmo o a Seção Sindical assumindo possíveis prejuízos decorrentes da greve. Ainda segundo informações do blog, a chefia autorizou o serviço de licenciamento de veículo com placas de final 6, que podem ser licenciados até o dia 30 de junho. 

Ceará - Fortaleza

Na Embrapa Agroindústria Tropical, os trabalhadores fizeram uma manifestação no centro da cidade, distribuindo mudas de fruteiras à população. Amanhã, uma comissão de trabalhadores irá à Assembléia Legislativa para apresentar a pauta de reivindicações aos parlamentares.


Minas Gerais - Sete Lagoas

Os trabalhadores da Embrapa Milho e Sorgo , em Sete Lagoas-MG, também paralisaram desde ontem, quando permaneceram na entrada do centro de pesquisa. Hoje pela manhã, a mobilização continuou.

>> Diversas seções sindicais programaram atividades e visitas a parlamentares em assembléias legislativas e câmara municipais.

SINPAF
 

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