Brasil defende participação do trabalhador nas negociações mundiais
"O que precisamos debater é não permitir que os trabalhadores sejam vítimas da crise ou que apenas eles paguem pela crise. Temos que estar mais preocupados em garantir emprego para o povo, que é isso que conta no crescimento da economia", afirmou o presidente. Em discurso, ele defendeu a geração e a distribuição de renda como medidas para frear os efeitos da crise e disse que o mundo precisa de novas alternativas para reduzir os reflexos da instabilidade econômica.
O documento assinado destaca os avanços do governo na Agenda defendida pela OIT. Um dos pontos citados é a geração de empregos formais no País nos últimos seis anos - que chegou a dez milhões. Outro ponto de destaque do documento faz referência ao grupo móvel de combate ao trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego, que, nos últimos anos, resgatou mais de 33 mil trabalhadores em situação análoga à de escravo.
Juan Somavia elogiou a atuação do governo brasileiro com relação à crise internacional e afirmou que as rápidas ações fizeram com que o Brasil fosse um dos últimos países a sentir os efeitos e o primeiro a mostrar sinais de recuperação. Na opinião do diretor da OIT, os esforços do governo brasileiro para colocar a geração de emprego e a qualificação profissional no centro das políticas econômicas são acertados porque ampliam os investimentos públicos e mantêm o mercado interno aquecido.
Conferência - A 98ª Conferência Internacional do Trabalho está sendo realizada com a participação de chefes de Estado e governo de todo o mundo. Acompanharam o presidente Lula os ministros do Trabalho, Carlos Lupi, e o da Previdência Social, José Pimentel.
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