Juíza nega pedido de ilegalidade da greve ao Banese
Crédito: Jorge Monteiro - Seeb/SE

A juíza acredita que ainda há espaço para entendimento entre as partes, por isso marcou nova audiência para a próxima quarta-feira, dia 21, às 9h30, quando novamente Sindicato e banco sentarão por uma tentativa de conciliação, oportunidade em que o Sindicato deverá juntar sua defesa. Caso não haja entendimento, será instaurado o dissídio com relator e revisor.
"A greve traz efeitos danosos para a comunidade, os empregados e patrões. Acreditamos na sensibilidade e compreensão, e que chegaremos a um denominador comum", disse a juíza. Pelo lado do Sindicato, além do presidente José Souza, participaram os advogados Meirivone Aragão e Thiago d'Ávila; e do lado do banco, a diretora financeira Vera Lúcia e os advogados Juvenal Francisco e Washington Souza.
Para os representantes do Banese, o banco já teria avançado tudo que podia. Para o Sindicato, o banco não atendeu as cláusulas da minuta específica deste ano, inclusive as que não têm impacto financeiro. O documento enviado ao sindicato consta itens que não são praticados, como se estivessem sendo, e outros que não fazem parte da minuta, a exemplo de convênios com a Ford e cursos de idiomas, e reforma de agências e postos.
"A intenção do banco, ao almejar o dissídio coletivo, foi por entender que não há motivo legal para a permanência do movimento paredista por conta da minuta específica", justifica Juvenal. No ano passado, a categoria suspendeu a greve para continuar negociando a minuta, mas o banco não cumpriu o acordo.
Segundo o banco, o fato de ser signatário da Federação Nacional dos Bancos - Fenaban - o faz cumprir apenas o que é determinado na Convenção Coletiva de Trabalho. Porém, a negociação específica é um fato que ocorre com todos os bancos públicos e privados. Foi dessa forma que os bancários do Banco do Brasil avançaram na negociação e conquistaram 3% a mais de reajuste, perfazendo 9%, quando a Fenaban só apresentou 6%.
O promotor de Justiça do Ministério Público do Trabalho Ricardo Carneiro se predispôs a fazer uma mediação entre o Sindicato e o Banese na próxima segunda-feira, dia 19, às 14 horas. Também na segunda-feira acontece assembleia dos bancários, às 17 horas.
Fonte: Seeb/SE

