Menu
redes sociais 2023

Clima: Brasil não vai aceitar que pobres paguem pelo CO2 dos ricos

O embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores, afirmou que não se pode cobrar dos países pobres a responsabilidade pela alta emissão de CO2 dos países ricos. "Eles são os grandes responsáveis pelo aquecimento global. Não se pode cobrar dos países em desenvolvimento. É uma forma de aplicação do princípio do poluidor-pagador", ressaltou.

O embaixador comentou, na última sexta-feira (30), que existem divergências em relação à criação de um fundo internacional para financiar ações de combate ao aquecimento global - um dos temas que será discutido na Conferência da ONU sobre mudanças climáticas, de 7 e 18 de dezembro, em Copenhague (Dinamarca). No encontro, o governo brasileiro deve cobrar uma responsabilidade maior dos países ricos com a redução das emissões.

Luiz Alberto Figueiredo lembra ainda os países desenvolvidos não estão levando a sério a recomendação do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) de que reduzam suas emissões em 25% a 40%. O embaixador destacou que as metas apresentadas por estes países até agora giram, em média, em torno de 11% a 17%, sendo que parte disso seria cumprida com a comercialização de créditos de carbono que, na prática, não constituem ações de fato contra o aquecimento global.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, declarou em entrevista ao canal Globonews que "o Brasil não vai se esconder atrás de ninguém e não vai deixar ninguém se esconder atrás dele". "Nós vamos colocar o nosso número. Agora, vamos cobrar, não vamos permitir que ninguém se esconda atrás do Brasil", reiterou. "Não queremos aliviar a responsabilidade dos países ricos, porque eles falam muito do que nós devemos fazer, mas é preciso também ver o que eles vão fazer", enfatizou.

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar