Bancários de São Paulo param prédios administrativos no 13º dia de greve
Departamentos dos principais bancos ficaram parados em São Paulo e
Osasco e região na manhã desta terça-feira, 6, 13º dia da greve
nacional dos bancários. Ainda nesta terça, a categoria faz uma passeata
pelo Centro Velho a partir das 16h30.Uma paralisação surpresa interrompeu logo cedo as atividades do Casa 1, do Santander, que conta com cerca de mil empregados, e o Itaú BBA, concentração nos Jardins onde trabalham cerca de 400 bancários. Também estão parados os prédios administrativos da Nossa Caixa (Rua do Tesouro, XV de Novembro, Líbero e Álvares Penteado e Praça da República), Unibanco (Patriarca e Boa Vista) Banco do Brasil (Complexo São João, Verbo Divino, Ipiranga, Compe e Gecex III), Caixa Federal (São Joaquim, Brás, Sé e Rerop), além da Aymoré Financiamentos, empresa do Grupo Santander.
"As negociações terminaram sem proposta por parte dos banqueiros. A greve só termina quando os bancários puderem deliberar sobre uma proposta que preveja aumento real de salários, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) maior e mais justa, proteção aos empregos, fim do assédio moral e das metas abusivas", disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato. "A greve continua e será ampliada. As negociações têm de render ganhos aos trabalhadores. O fim da greve está nas mãos dos banqueiros."
Assembleia e passeata
Os bancários realizaram assembleia na segunda-feira e decidiram pela continuidade da greve. Nesta terça será realizada uma passeata pelas ruas do Centro Velho de São Paulo. A concentração será a partir das 16h30 em frente ao Complexo São João do Banco do Brasil, na esquina da Avenida São João com a Rua Libero Badaró.
"Venha participar e cobrar dos banqueiros uma nova negociação com proposta decente", convoca a secretária-geral do Sindicato, Juvandia Moreira. "Vamos fazer um ato pra marcar a greve deste ano e provocar uma reação dos bancos".
Uma nova assembleia será realizada nesta quarta-feira, 7, às 17h na Quadra dos Bancários (Rua Tabatinguera, 192, Sé).
Reivindicações
A categoria reivindica 10% de reajuste salarial (sendo 5% de aumento real), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) composta pelo pagamento de três alários, acrescidos de valor fixo de R$ 3.850. Os trabalhadores também querem a inclusão na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de uma cláusula de proteção ao emprego em caso de fusão.
Os bancários exigem ainda o fim do assédio moral e das metas abusivas, práticas que provocam o adoecimento dos trabalhadores.
Fonte: Seeb São Paulo

