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No Rio de Janeiro, greve na Caixa continua. Assembleia hoje, às 18h

A diretoria da Caixa Econômica Federal continua agindo com truculência e desrespeito ao Comando Nacional, que representa o funcionalismo da empresa nas negociações. Ontem, ao mesmo tempo em que apresentava aos sindicalistas uma nova proposta, cuja única novidade é uma regra própria para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), os representantes da diretoria do banco, sem qualquer aviso, divulgava-a na internet e intranet. 

Este comportamento teve como objetivo ignorar o Comando Nacional como legítimo representante dos empregados. Nem os bancos privados assumiram esta postura condenável. Por ter desde o início da campanha salarial agido de forma dura e intransigente, a Caixa é o único banco ainda em greve e entra hoje (14) no 21º dia de paralisação. 

O funcionalismo da empresa, que tem intensificado a paralisação como resposta à postura intransigente do banco, se reúne em assembleias em todos os estados para avaliar a proposta. No Rio, a assembléia é na Galeria dos Empregados do Comércio (Av. Rio Branco, 120, 2º andar), às 18h. 

“A Caixa apresentou de forma unilateral a proposta e tenta impor a sua aprovação. Desde o princípio da campanha salarial o banco trata os empregados com desrespeito. Convocamos todos os companheiros para a assembleia de hoje para repudiarmos esta postura arbitrária da direção da empresa”, disse o vice-presidente do Sindicato, José Ferreira.

Os trabalhadores cobram uma definição para outros itens importantes, como isonomia entre novos e antigos funcionários, um novo Plano de Cargos e Salários (PCS) e a contratação de mais funcionários concursados.

Em assembléia ontem, no Sindicato, além de organizar a greve, os bancários aprovaram duas moções de repúdio à postura da superintendente do Rio de Janeiro e a um membro da Associação Nacional dos Engenheiros e Arquitetos da Caixa. 

*Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro

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