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RJ: A guerra continua na Caixa



Os empregados da Caixa Econômica Federal, revoltados com a postura da direção do banco nas negociações, vão intensificar a mobilização e fortalecer ainda mais a greve a partir desta semana. A decisão foi tomada na  assembléia realizada no Sindicato, na última sexta-feira, dia 9.


Para enfrentar a tática da empresa de desgastar o movimento, mediante a pressão, os grevistas vão retrucar da mesma maneira, adotando medidas para desgastar a Caixa. Unidades como a Saens Pena, Guanabara, Avenida Chile, Riachuelo e outras onde houver contingenciamento e atendimento seletivo vão receber a visita de caravanas, com denúncias das atitudes abomináveis dos fura-greves. "Vamos precisar de muita disposição e fôlego para enfrentar os gestores que estão buscando atingir metas com o fechamento de contratos, escrituras e  vendas de produtos. Temos que impedir isso", disse o vice-presidente do Sindicato, José Ferreira.


A expectativa é que, de agora em diante, haverá mais pressões. Os gerentes do Centro foram convocados para uma reunião na Barroso e tudo indica que o objetivo é prepará-los para novas investidas sobre os grevistas.


Apoio popular


O movimento vai buscar também o apoio da população e para isso estão previstas atividades, onde se possa denunciar a truculência da empresa e as pressões dos gestores. Uma delas é a realização de uma Feira da Miséria, um brechó com objetos e utensílios doados pelos empregados e ativistas. Uma iniciativa que o Sindicato já promoveu em outros momentos. É mais uma forma de veicular as reivindicações dos grevistas junto à população.
"A luta dos companheiros da Caixa pertence à categoria. A direção da empresa tem que respeitar os trabalhadores. Precisamos fortalecer a greve e arrancar avanços nas negociações com a empresa", disse Almir Aguiar, presidente do Sindicato.


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