BC aprova fusão Itaú e Unibanco, mas exige congelamento de tarifas
Na semana passada, o presidente do banco Itaú, Roberto Setubal, disse que a fusão deve ser concluída até o final de março. Com a autorização do BC obtida hoje, ainda serão necessárias mais algumas semanas para que comece a negociação conjunta sob o mesmo papel na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).
De acordo com o BC, a união foi aprovada tanto sob o aspecto societário como em relação à concentração bancária.
Sobre esse último ponto, os dois bancos terão de adotar as menores tarifas praticadas entre as duas instituições, considerando a data de 2 de janeiro de 2009. O novo banco terá 15 dias para adotar tal regra, sendo que a tarifa deverá ser mantida por um ano. O Itaú informou que a regra vale para as 28 tarifas classificadas como prioritárias pelo BC, como transferências, saques e consultas de saldos e extratos.
Nos cinco anos seguintes, segundo o BC, o reajuste só poderá ocorrer naquelas tarifas que se encontrarem com valor inferior à média das tarifas cobradas pelos cinco maiores bancos do país. Além disso, o valor delas jamais poderá superar essa média. A regra vale para os serviços prestados a pessoas físicas e jurídicas.
"Tais compromissos, assumidos pelo novo conglomerado como contribuição para reduzir os preços de serviços bancários, estão em sintonia com o esforço desenvolvido pelo Banco Central no sentido de estimular a competitividade do sistema financeiro", diz o BC em nota.
Solidez
O BC afirmou também que a fusão contribui para "a solidez do Sistema Financeiro Nacional na atual conjuntura do mercado financeiro internacional", ou seja, nesse momento de crise.
"O Banco Central concluiu em sua análise que a associação entre os dois conglomerados apresenta características sistemicamente importantes, uma vez que envolve duas instituições de grande porte, com ampla atuação no território nacional e presença em todos os mercados de produtos financeiros no atacado e varejo", diz o BC em nota.
*Folha Online

