Editorial/SEEB-SE: O preço de não investir na prevenção
Este ano o governo aplicou apenas 12% do valor previsto para evitar desastres ambientais
Por que o poder público ao invés de investir os valores previstos no orçamento para prevenção de desastres ambientais, a exemplo das enchentes que estão ocorrendo em Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espírito Santo, prefere gastar na reparação dos prejuízos? Os governos - federal, estaduais e municipais - ainda não sabem quanto vão gastar para reconstruir o que foi destruído pelo excesso de água, um gasto que poderia ter sido menor se tivesse investimento na prevenção.
Fala-se num gasto de R$ 360 milhões só de socorro e assistência às vítimas de Santa Catarina. Por ironia do destino, o mesmo valor previsto no orçamento deste ano para obras de prevenção a desastres ambientais. Porém, com uma grande diferença: teria sido evitado o sofrimento da população e ainda a perda de 117 vidas. Mas o governo investiu R$ 43 milhões, ou seja, apenas 12% do previsto, segundo o Siafi, sistema que acompanha a administração financeira do governo.
As enchentes são causadas pelo descontrole público. A ausência do Estado na prevenção desses desastres permite que as cidades cresçam sem nenhum planejamento. Agora, o Governo Federal está publicando uma medida provisória de R$ 1,6 bilhão para auxiliar os Estados que passam por situação de calamidade pública.
Enquanto os catarinenses, cariocas e capixabas sofrem com as enchentes, nossos irmãos sertanejos penam com a falta de água. Todos os anos, a seca mata centenas de pessoas e animais, e os governos se mostram incompetentes para evitar esse sofrimento que se repete ano a ano.
No caso de Aracaju, que é tida como a capital brasileira da qualidade de vida, é necessário manter a vigilância, principalmente pautando e aprovando um novo Plano Diretor. Pois, como bem diz o ditado popular: ‘Prevenir é melhor do que remediar'.
SEEB-SE
Por que o poder público ao invés de investir os valores previstos no orçamento para prevenção de desastres ambientais, a exemplo das enchentes que estão ocorrendo em Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espírito Santo, prefere gastar na reparação dos prejuízos? Os governos - federal, estaduais e municipais - ainda não sabem quanto vão gastar para reconstruir o que foi destruído pelo excesso de água, um gasto que poderia ter sido menor se tivesse investimento na prevenção.
Fala-se num gasto de R$ 360 milhões só de socorro e assistência às vítimas de Santa Catarina. Por ironia do destino, o mesmo valor previsto no orçamento deste ano para obras de prevenção a desastres ambientais. Porém, com uma grande diferença: teria sido evitado o sofrimento da população e ainda a perda de 117 vidas. Mas o governo investiu R$ 43 milhões, ou seja, apenas 12% do previsto, segundo o Siafi, sistema que acompanha a administração financeira do governo.
As enchentes são causadas pelo descontrole público. A ausência do Estado na prevenção desses desastres permite que as cidades cresçam sem nenhum planejamento. Agora, o Governo Federal está publicando uma medida provisória de R$ 1,6 bilhão para auxiliar os Estados que passam por situação de calamidade pública.
Enquanto os catarinenses, cariocas e capixabas sofrem com as enchentes, nossos irmãos sertanejos penam com a falta de água. Todos os anos, a seca mata centenas de pessoas e animais, e os governos se mostram incompetentes para evitar esse sofrimento que se repete ano a ano.
No caso de Aracaju, que é tida como a capital brasileira da qualidade de vida, é necessário manter a vigilância, principalmente pautando e aprovando um novo Plano Diretor. Pois, como bem diz o ditado popular: ‘Prevenir é melhor do que remediar'.
SEEB-SE

