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Crise leva o Citigroup a demitir 52 mil funcionários

O banco Citigroup anunciou nesta segunda-feira (17) sua intenção de eliminar 52 mil postos de trabalho nos próximos meses, o que significa o corte mais drástico dos anunciados desde que teve início a crise financeira e o segundo maior dos últimos 15 anos nos Estados Unidos.

"Esperamos reduzir o elenco em 20% desde o máximo de 375 mil empregados do final de 2007", explicou hoje aos funcionários o executivo-chefe do Citigroup, Vikram Pandit, em uma nota interna à qual a Agência Efe teve acesso.


Esse corte, que equivale a cerca de 75 mil empregos, foi sendo realizado em parte neste ano, de modo que já foram eliminados 23 mil postos de trabalho, pelo que ainda ficam pendentes outros 52 mil.


Segundo os analistas, esse número significa que o Citigroup vai eliminar mais postos de trabalho nos próximos meses que o conjunto do setor financeiro americano nos últimos quatro meses.


No total, e segundo a empresa de consultoria Challenger, Gray & Christmas, as companhias do setor financeiro eliminaram neste ano 129.150 postos de trabalho, aos quais ainda é preciso somar os do Citigroup.


Em 2007, as demissões no setor somaram 153 mil empregos, mais do triplo que em 2006.

A medida também visa  reduzir os custos do banco para o patamar de US$ 50 bilhões. Nos quatro últimos meses, esse montante atingiu a casa dos US$ 61,9 bilhões. As ações do Citigroup amargam o seu menor valor nos últimos 12 anos.

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