III Fórum Humanista Brasileiro debate Economia Solidária
"O principal objetivo do III Fórum Humanista Brasileiro é ser um âmbito aberto para que todos os movimentos, grupos, associações e pessoas que queiram armar estratégias de não-violência ativa possam intercambiar sobre suas concretizações. Ao final, será elaborada uma compilação dessas sugestões, formando um amplo conjunto de propostas interconectadas que podem ser referência para futuras ações", afirma a carta de convocação ao Fórum.
O painel de amanhã (22) vai ter como tema a Integração Latino-Americana, com a presença da socióloga Shirley Orozco Ramirez, cônsul-geral da Bolívia no Rio de Janeiro, do professor Raymundo de Oliveira, presidente da Casa da América Latina, entre outros especialistas. O deputado federal e atual presidente do Parlamento do Mercosul, Dr. Rosinha, participará do painel de sábado sobre "Ativismo e Não-Violência".
Além de painéis, será realizada uma série de mesas temáticas. A Economia Solidária será tema de uma delas. A mesa tem como proposta armar a seção brasileira da Rede de Economia Humanista da América Latina (REHAL), em busca de promover esse debate em todo o país e também elaborar uma publicação latino-americana sobre economia humanista. Outros assuntos que serão abordados pela mesa serão: trabalho, distribuição de renda, pobreza, integração econômica latino-americana a favor do ser humano, dívida dos países.
O evento também terá espaço para apresentação de exemplos históricos e contemporâneos de aplicação da metodologia da não-violência, além de oficinas de práticas de fortalecimento interno, essenciais para a superação da violência dentro de si. "Porque a mudança melhorará as condições sociais, mas também é necessária uma busca no profundo de cada um para se conectar com os significados que têm impulsionado a evolução humana", ressalta a carta de convocação.
O encontro brasileiro vai levar ao III Fórum Humanista Latino-americano, que será realizado em novembro, em Buenos Aires, suas resoluções a fim de organizar ações em toda América Latina, caminhando em direção à integração do continente. Com isso, os participantes pretendem promover o respeito entre as culturas, o repúdio a todo tipo de violência, a preservação da biodiversidade do continente, a recuperação dos recursos naturais e energéticos, a liberdade de circulação das pessoas e a liberdade de residência em toda a região, além de resolver pacificamente os conflitos limítrofes históricos e avançar para o desarmamento progressivo e proporcional entre países da região.

