Sem proposta decente, bancários da Bahia e Sergipe mantêm greve
Sem proposta da Fenaban que atenda as suas reivindicações, os bancários continuam em greve. Nesta sexta-feira (16), a categoria entra no 11º dia de paralisação contra a intransigência e desrespeito dos bancos. Novamente os banqueiros apresentaram a proposta rebaixada de 7% de reajuste e abono de R$ 3,3 mil, durante a oitava rodada de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, que aconteceu nesta quinta-feira (15), em São Paulo.

A resposta dos bancários é manter e ampliar a luta. Para o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, é importante manter a mobilização para pressionar os bancos a apresentarem uma proposta que contemple aumento real de salários. “A Fenaban insiste em retomar a política de aumento abaixo da inflação, acrescida de abono, que depois não é incorporado ao salário. A categoria não vai aceitar esta afronta e o Comando Nacional já deixou isto bem claro na mesa de negociação”.
Nesta sexta-feira, na Bahia foram foram fechadas 910 unidades e, em Sergipe, 193, totalizando 1.103 agências fechadas. Na base do Sindicato da Bahia, 467 unidades estão paradas; de Vitória da Conquista, 70; de Feira de Santana, 34; de Ilhéus, 31; de Irecê, 44; de Jacobina, 28; de Jequié, 27; de Itabuna, 39; de Camaçari, 21; de Barreiras, 60; de Juazeiro, 28; e do Extremo Sul, 61.
Principais reivindicações dos bancários
Reajuste salarial: reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real.
PLR: 3 salários mais R$8.317,90.
Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo).
Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês.
13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.
Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

