Entidades sindicais unificam ações na véspera do Fórum Social Mundial
Em comum, o desejo e a necessidade de construir instrumentos de ação frente à globalização neoliberal e seu receituário de austeridade e retirada de direitos sociais, apresentando propostas e ações a partir dos princípios democráticos de solidariedade e justiça social que garantam os direitos da classe trabalhadora e uma sociedade mais igualitária.
Crédito: CUT
Durante o encontro, todas as entidades sindicais foram convidadas a
exporem suas experiências e perspectivas para o FSM. Sérgio Bassoli, integrante do departamento de Relações Internacionais da
Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL), acredita que o
Fórum passa por um momento de incertezas que desafia as organizações
sociais a estarem unidas e comprometidas com a luta contra o capitalismo
e suas ingerências. Além da marcha de abertura, nesta terça (26) ocorrerá também a assembleia das mulheres.Chamas da liberdade
Após a revolução popular que derrubou o regime ditatorial de Ben Ali, a Tunísia vive uma fase de transição. A revolução foi um marco, mas ainda se sucedem ataques aos direitos sociais.
Recentemente, o dirigente da Frente Popular e líder da esquerda, Chokri Belaid, foi assassinado quando saia de casa. Assim como fez na "Primavera Árabe", quando teve uma participação importante na construção e êxito do movimento, a União Geral de Trabalhadores Tunisianos (UGTT) convocou uma série de mobilizações e greves para protestar contra morte de Chokri Belaid e os sucessivos ataques ao livre direito de se expressar.
A Central convocou uma greve geral, a primeira desde as revoltas de janeiro de 2011, e nas ruas da avenida Habib Bourguiba, epicentro habitual das manifestações, foi recebida por um extensivo aparato policial.
"Querem nos sufocar e semear o medo para impedir que lutemos por nossos direitos. Desde os movimentos para derrubar o antigo regime, a nossa central tem desempenhado um papel de locomotora em defesa da democracia. Queremos transmitir uma mensagem aos inimigos dos trabalhadores, da democracia e da liberdade que não aceitaremos o extremismo ou políticas de discriminação. Continuaremos com nossas greves buscando mais liberdade, diálogo social, assegurando uma transição democrática", afirmou o secretário-geral da UGTT, Houcine Abassi.
Fonte: William Pedreira - CUT

