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Campanha Salarial 2026

CTB Sergipe apoia a greve nacional dos bancários e suas justas reivindicações

Os militantes da CTB/SE estão ao lado dos bancários sergipanos desde o primeiro dia da greve deflagrada pela categoria por tempo indeterminado. Na porta das agências e nas ruas, a Central tem participado ativamente das manifestações promovidas pelo Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb/SE). A militância classista promoveu um ato na frente da maior agência da Caixa Econômica e ocupou o Calçadão da João Pessoa e as principais ruas do Centro comercial de Aracaju com uma passeata denunciando para a sociedade as mazelas do sistema financeiro e a intransigência dos banqueiros em conceder um reajuste digno para a categoria.

Durante o ato público, Edival Góes, presidente da CTB/SE, disse que essas manifestações são uma demonstração de que a categoria sabe se organizar e está unida, determinada a manter a luta por tempo indeterminado por melhores salários e condições de trabalho. "Os bancários não estão preocupados apenas com o próprio bolso. Eles estão na luta para garantir também um atendimento de qualidade para a população, diferentemente dos banqueiros só visam o lucro, o crescimento do seu patrimônio", salientou.

Para o advogado Radamés Mendes, da direção da CTB/SE, os bancários são uma das categorias mais exploradas do País e, também, é a que mais adoece, vítima das metas abusivas impostas pelos donos dos bancos que não conhecem a palavra crise. "O mundo está em crise e o Brasil passa por momentos difíceis, mas para os banqueiros não existe crise. E, mesmo assim, eles têm a capacidade de oferecer um reajuste salarial ínfimo, que não repõe nem a inflação do período", criticou.

Ivânia Pereira, presidente do Seeb/SE, reforçou as palavras de Radamés ao lembrar que o lucro dos bancos aumentou 27% este ano em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a dirigente sindical, ao mesmo tempo em que os banqueiros ofereceram 5,5% de reajuste para os trabalhadores, concederam um aumento de 80% para os diretores que chegam a ganhar até R$ 1 milhão. Ivânia pediu desculpa à população pelos transtornos causados pela greve e pediu a compreensão de todos. "A greve foi inevitável", argumentou.

Por Niúra Belfort

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