Audiência no MPT contra assédio do BB
O
assédio moral praticado pelo Banco do Brasil, que vem perseguindo os
funcionários, principalmente os que participaram da greve, um movimento
legítimo garantido pela Constituição Federal, será levado ao Ministério
Público do Trabalho. A audiência é na segunda-feira (3/12), às 14h30, em
Brasília.
À época das negociações, ficou acordado que não haveria desconto dos dias parados nem outra medida contra os trabalhadores que apenas fizeram valer o direito de greve. Mas, o BB descumpre o que está previsto na cláusula 56ª da Convenção Coletiva de Trabalho.
Para piorar, tenta suspender as férias, abonos e folgas programadas previamente pelos funcionários até 15 de dezembro para que a compensação seja integral. As entidades sindicais, inclusive o Sindicato dos Bancários da Bahia, denunciaram o assédio moral ao assessor especial da Secretaria Geral de Presidência da República, José Lopes Feijó, em reunião realizada no último dia 14.
O secretário-geral do SBBA, Olivan Faustino, marca presença na audiência com o Ministério Público. O dirigente sindical ainda alerta que toda pressão por parte do Banco do Brasil deve ser denunciada. Tem mais, o funcionário não é obrigado a assinar nenhum documento que a direção do BB venha a apresentar, uma vez que o acordo da empresa foi com os sindicatos.
Dia de Luta
Todos
os anos, depois da campanha salarial, o Banco do Brasil tenta, em uma
atitude imoral, castigar os funcionários por conta de um movimento
legítimo. A prática é antissindical e fere todos os direitos da
categoria.
Por isso, bancários de todo o país realizam mobilizações nesta semana. A intenção é denunciar a violação do acordo coletivo e o assédio moral promovido pela instituição financeira.
SEEB-BA

