CMN adia de novo retirada dos correspondentes dentro das agências
Essa foi a terceira vez que a proibição foi revogada. Em fevereiro de 2011, o conselho já havia vedado que correspondentes bancários prestassem serviços nas instalações da instituição financeira contratante. Isso porque vários bancos contratam prestadores de serviços para vender, dentro das agências e postos de atendimento, operações de crédito consignado, dentre outras.
Segundo o chefe do Departamento de Normas do Banco Central, Sérgio Odilon dos Anjos, a prorrogação foi feita a pedido dos bancos para se adequarem à regulamentação. "Demos condições para que bancos e correspondentes possam se adequar em prazo mais razoável, um mês era muito curto para se adequar ao modelo".
Odilon ressaltou que a atuação dos correspondentes bancários dentro das agências ou dos postos de atendimentos "descaracteriza" o exercício da atividade. "A medida combate distorção do modelo de pulverizar o sistema bancário, em vez de institucionalizá-lo dentro da própria agência. Está sendo proibido que ele fique dentro da agência, não está sendo proibido que trabalhe para o banco", disse.
Os correspondentes oferecem atualmente serviços bancários (como saque, depósito e pagamentos) em locais como lojas, lotéricas e agências dos Correios. O atendimento é muito precário, feito por trabalhadores desprovidos dos direitos e conquistas dos bancários, sem condições de segurança e sem proteção ao sigilo dos clientes.
"Nós defendemos a inclusão bancária para todos os brasileiros, sem terceirização, sem discriminações e sem precarização do atendimento", conclui Cordeiro.
Fonte: Agência Brasil

