Sobra cliente, falta agência no interior
A maior oferta de empregos e o aumento considerável da renda têm
proporcionado aos brasileiros avanços e benefícios, antes privilégios de
poucos. O percentual de pessoas com conta em banco, por exemplo, subiu
na maioria das regiões.
No Nordeste, a proporção da população “bancarizada” passou de 36% para
50% entre 2009 e 2012. A mesma tendência foi verificada no Sudeste (de
50% para 72%) e no Sul (52% para 70%). Apenas nas regiões Norte e
Centro-Oeste o índice se manteve estável em 57%, no mesmo período.
Apesar do crescimento do número de clientes, os bancos economizam em
agências e em mão-de-obra. O número de demissões tem aumentado
consideravelmente entre as principais organizações financeiras. A
quantidade de unidades bancárias também vem caindo.
A economia não podia dar em outra coisa a não ser em problemas e muita
dor de cabeça para o correntista e o funcionário. Na maioria das
agências, principalmente no interior, falta tudo, inclusive estrutura
adequada para prestar atendimento de qualidade. Isso porque, com o
número reduzido de bancários fica difícil dar conta da demanda
crescente.
Para se ter ideia, em 2009, o Bradesco ao invés de abrir uma unidade
bancária completa, instalou um correspondente bancário em uma comunidade
do Amazonas. Desde então, captou 49 mil clientes. Mas, o local, além de
não oferecer segurança, não presta todos os serviços de um banco,
obrigando a pessoa a se deslocar para o município mais próximo para
resolver questões simples.
O Bando do Brasil seguiu o mesmo caminho e em 2012, abriu 6 mil bancos
postais no país. Desde então conseguiu 2,3 milhões de clientes, sendo
556 mil com cartão de crédito. Resultado, no município sem agência
bancária do BB, o cliente tem de se deslocar quilômetros. Um absurdo.
Fonte: SBBA

