Greve na Bahia e Sergipe continua forte à espera da negociação
À espera de uma proposta decente da Fenaban, que corresponda às reivindicações dos bancários, a greve continua em todo o país. Na rodada de negociação desta quarta-feira (21), os bancos apresentaram um reajuste salarial de 8,75%, que não repõe sequer a inflação do período. A proposta foi rejeitada pelo Comando Nacional dos Bancários ainda na mesa. As negociações continuam nesta quinta-feira (22). Foi adiada das 14h para as 17h.

Enquanto isso, os bancários fecham 1.221 agências nos estados da Bahia e Sergipe. São 142 unidades com as atividades paralisadas em Sergipe. Na Bahia, são 1.079, sendo 622 agências fechadas na base do Sindicato da Bahia; 76 em Conquista; 35 em Feira; 29 em Ilhéus; 41 em Irecê; 36 em Jacobina; 31 em Jequié; 39 em Itabuna; 22 em Camaçari; 60 em Barreiras; 30 em Juazeiro e 58 no Extremo Sul.
O Comando Nacional convoca a categoria a participar de mais um tuitaço nesta quinta-feira, das 13h às 15h. Deve ser usada a hashtag #Exploraçãonãotemperdão, para pressionar os bancos por uma proposta decente. Veja abaixo as principais reivindicações da categoria:
Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)
PLR: 3 salários mais R$7.246,82
Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

