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Santander: Pânico na avenida Tancredo Neves

O clima na agência do Santander da Avenida Tancredo Neves, em Salvador, é de medo, apreensão e revolta após a grave ocorrência registrada na noite de quinta-feira. Em decorrência do descumprimento, pelo banco, de uma decisão judicial relacionada a uma conta corrente, duas funcionárias da unidade foram conduzidas à delegacia, embora não tivessem qualquer poder para cumprir ou alterar a determinação da Justiça.

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A situação ganhou contornos mais preocupantes quando, segundo relatos, policiais militares arrombaram a porta do espaço Select para cumprir a ordem judicial. Em meio ao clima de tensão, as bancárias foram retiradas da agência e levadas à delegacia. Testemunhas afirmam que foram conduzidas pelos braços, diante de colegas, o que provocou forte abalo emocional em toda a equipe.

Assim que tomou conhecimento do caso, o Sindicato dos Bancários da Bahia e a Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe acionaram a direção do Santander para cobrar explicações sobre a condução do episódio e a postura adotada. Os diretores Erivaldo Sales e Claudevir Moraes, acompanhados do advogado Miguel Cerqueira, prestaram assistência às trabalhadoras na delegacia. Após serem ouvidas, as duas foram liberadas.

Não é a primeira vez que o Santander descumpre decisões judiciais no Brasil. Casos semelhantes são registrados com frequência, o que mostra o desrespeito da empresa às determinações da Justiça e aos próprios empregados. Para agravar a situação, segundo informações recebidas pelo Sindicato, o banco orientou as funcionárias a resistirem ao cumprimento da ordem judicial, transferindo para elas uma responsabilidade que é exclusivamente da empresa.

Na sexta-feira, os dirigentes do Sindicato retornaram à agência para prestar solidariedade aos trabalhadores, ouvir os relatos e discutir as medidas a serem adotadas. O ambiente na unidade ainda é de pânico e consternação. É inaceitável que bancários sejam expostos a situações de constrangimento e risco por decisões que fogem completamente às suas atribuições.

O Sindicato acompanha o caso de perto, cobrando que o Santander assuma a responsabilidade e adote providências para que episódios como esse não se repitam. Nenhum trabalhador pode servir de escudo para erros cometidos pelo banco.

Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia. 

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