Funcionários do BB denunciam metas abusivas e cobram solução para a Cassi

A Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB) se reuniu com a direção do Banco do Brasil nesta quinta-feira (23/7), em Brasília, para a terceira rodada de negociação da campanha nacional 2026. Na mesa, a CEBB denunciou o assédio moral relacionado ao cumprimento de metas consideradas abusivas, apontando o aumento dos casos de adoecimento e a precarização das condições de trabalho e do atendimento à população.
Os representantes dos funcionários também reivindicaram a realização de um novo concurso público e a contratação de mais empregados, especialmente para as agências. Outro ponto central da negociação foi a cobrança por uma solução urgente e definitiva para a sustentabilidade da Cassi. Após esse avanço, a representação dos trabalhadores defende que o banco encaminhe a inclusão dos funcionários oriundos de bancos incorporados na Cassi e na Previ, além da retomada do patrocínio da Cassi para os empregados admitidos a partir de 2018.
Assédio, metas e adoecimento
Outro tema central da negociação foi o crescimento dos casos de adoecimento, especialmente relacionados à saúde mental. Em uma consulta realizada com os bancários do BB, mais de 40% informaram depender de medicamentos controlados e esse adoecimento está diretamente relacionado às condições de trabalho.
“As metas abusivas são uma das principais causas do adoecimento dos funcionários. Recebemos relatos de todas as regiões do Brasil mostrando que a pressão por resultados segue cada vez maior, comprometendo a saúde física e mental dos trabalhadores”, afirmou o representante da Bahia e Sergipe na CEBB, Fábio Ledo.
PSO
A situação dos trabalhadores do PSO também esteve na pauta da negociação. Segundo a CEBB, os empregados da área enfrentam sobrecarga e acúmulo de funções. A representação dos trabalhadores denunciou que gerentes de serviço acumulam atividades administrativas e negociais, enquanto escriturários executam tarefas como abastecimento dos terminais de autoatendimento (TAA) e gestão de numerário, caracterizando desvio e acúmulo de funções. O movimento sindical reivindica que todo trabalhador que exerça atividades de caixa seja nomeado para o cargo de assistente.
Também foi cobrada a garantia de tempo para capacitação dos empregados do PSO, que vêm absorvendo novas atribuições sem o treinamento adequado.
Os representantes dos bancários cobraram solução do BB para todas as questões apresentadas. Uma nova rodada de negociação está marcada para do dia 31 de julho.

